Saiba quem é Frederico Siqueira, novo ministro das comunicações do governo Lula

Nome foi apresentado em reunião, realizada no Palácio do Planalto, na quarta-feira (23)

Matéria por  Redação  e  Estadão Conteúdo
24 de Abril de 2025 - 15:53
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou e deu posse nesta quinta-feira (24) ao engenheiro Frederico de Siqueira Filho como o novo ministro das Comunicações do Governo Federal. O nome dele foi confirmado após o deputado Pedro Lucas Fernandes (União-MA) rejeitar o convite para chefiar a Pasta.

Segundo a Secretaria de Comunicação Social, a indicação dele pelo União Brasil foi apresentada a Lula pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pelo ex-ministro das Comunicações Juscelino Filho e pelo deputado Pedro Lucas em uma reunião realizada na tarde de quarta-feira (23) no Palácio do Planalto.

Décima mudança nos ministérios desde o início do mandato de Lula, Siqueira Filho ocupará o posto que foi de Juscelino Filho, que deixou a pasta após ter sido denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por corrupção com o suposto desvio de emendas parlamentares. 

O novo indicado é descrito como um nome próximo ao senador Efraim Filho (União-PB) e de perfil técnico, já que ele acumula grande tempo de atuação na operadora Oi, e não filiado ao União Brasil.

Quem é o novo ministro?

Frederico de Siqueira Filho, que já atuou na Telebras, é graduado em Engenharia Civil pela Universidade de Pernambuco. Segundo descrição do perfil dele, são mais de 26 anos de experiência profissional no setor de telecomunicações/TI, sendo 21 deles dedicados à Oi.

Além disso, o currículo dele aponta "conhecimentos em Administração, Ciências Políticas, Comunicação e em diversos segmentos de Gestão, tais como Gestão de Crises, de Terceiros e de Projetos".

Avaliação interna

Na avaliação de congressistas do União Brasil, a indicação do atual presidente da Telebras para o Ministério das Comunicações não deve mudar a correlação de forças na bancada em favor do governo. Parlamentares argumentam que o formato de articulação política está esgotado e que a bancada vai continuar votando em favor apenas daquilo que considerar "o melhor para o País".

Nesta semana, após a recusa de Pedro Lucas, o governo cogitou reavaliar o espaço do partido na Esplanada. Porém, integrantes da gestão defenderam cautela e manter a pasta para a sigla para evitar uma nova crise com congressistas. Na Câmara, o União Brasil conta com 59 deputados federais.



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