Roberto Cláudio atribui desempenho em Fortaleza, em 2022, à polarização e rompimento com PT no Ceará

Pedetista também aponta o pouco tempo que teve para se mostrar como oposição ao candidato governista

Matéria por  Igor Cavalcante
08 de Março de 2024 - 16:37
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Derrotado nas eleições de 2022 para o Governo do Ceará, o presidente do PDT de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), atribui o desempenho de Elmano de Freitas (PT) e de Capitão Wagner (União) à polarização nacional entre o presidente Lula (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O pedetista ficou em terceiro lugar no pleito para comandar o Executivo do Ceará.

Elmano conseguiu ser eleito ainda no primeiro turno, já Wagner, apesar da derrota, foi o candidato mais votado em Fortaleza, desbancando o favoritismo do candidato do PDT que foi prefeito por oito anos da Capital. A análise de Roberto Cláudio ocorreu durante a live do PontoPoder, na última quinta-feira (7). 

“Foi um cenário de polarização nacional e aqui no Nordeste foi em favor da candidatura do Lula, já no Sul, Sudeste e Centro-Oeste foi em favor da candidatura do Bolsonaro. O que quero dizer é que as candidaturas que estavam aderidas a um e a outro polarizaram o debate. Mesmo o Capitão Wagner não tendo declarado voto ao Bolsonaro, o voto da direita seguiu na chapa com o Bolsonaro e o Wagner”, disse. 

Segundo o dirigente pedetista, há ainda um segundo motivo para seu terceiro lugar nas urnas: o rompimento do PDT com a base governista, liderada pelo hoje ministro Camilo Santana (PT).

“A minha candidatura se posicionou contra a do PT, mas não tinha havido tempo para que essa identidade que eu apresentei, de um ciclo novo de pessoas e ideias novas, tivesse decantado, havia uma candidatura de oposição há muito mais tempo e muito mais compreendida como oposição, que era a do Wagner”
Roberto Cláudio
Presidente do PDT Fortaleza

E para 2024? 

Para as eleições deste ano, onde Roberto Cláudio irá apoiar a reeleição do prefeito José Sarto, o cenário deve ser outro, ao menos na avaliação do dirigente.

“A eleição de 2024 é um debate sobre a cidade, os apoiadores são importantes, mas distantes do processo, não são tão influenciadores no debate sobre a cidade, é muito mais o posicionamento, a biografia, as realizações dos candidatos que falam mais alto, por mais que tentem artificializar a polarização, eu não acredito que terá o efeito, talvez um efeito muito menor”. avaliou.

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