Reajuste do piso do magistério é aprovado pela Câmara Municipal de Fortaleza nesta quarta (7)

Pelo que foi aprovado, aumento nos vencimentos acontecerá por fases, com conclusão do acréscimo aprovado em junho

Matéria por  Bruno Leite
07 de Fevereiro de 2024 - 13:57
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A Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) aprovou, nesta quarta-feira (7), o projeto de lei que promove um reajuste salarial para os profissionais do magistério lotados na rede municipal. Pelo que prevê a proposta, de autoria do Executivo, a majoração será, no total, de 10,37%.

A recomposição do salário dos professores acontecerá por etapas. A primeira, executada de maneira retroativa tendo janeiro como referência, irá acrescentar 4,62% aos vencimentos. A segunda, que aplicará mais 1%, está prevista para junho.

Outros 5,5% também serão incorporados em junho, como gratificação de regência de classe ou de permanência em serviço àqueles que estão incluídos Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da Educação. O percentual aplicado irá considerar a tabela de dezembro de 2023. 

Ao que diz o texto enviado pelo prefeito José Sarto (PDT), com o reajuste, o piso salarial praticado na capital cearense será de R$ 4.592,61, superando o valor estabelecido nacionalmente pelo Ministério da Educação (MEC), que atualmente é de e R$ 4.580,57.

O projeto de lei pontua ainda que o percentual da gratificação de regência de classe ou de permanência em serviço passará a ser de 14,5% e o aumento de Auxílio Dedicação será de 10%.

A tramitação da matéria ocorreu em regime de urgência e a apreciação aconteceu durante sessão extraordinária. Agora, aprovada de forma unânime, ela retornará ao gabinete do prefeito para sanção. 

Protestos da categoria

O reajuste salarial era um pleito das entidades de classe desde o fim do ano passado, quando o Governo Federal publicou uma portaria que estabeleceu os valores transferidos para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). 

Um dos quantitativos divulgados, o Valor Anual por Aluno (VAAF), é utilizado como base para a estipulação do reajuste do salário da categoria. O patamar estipulado pela fórmula governamental foi de 3,6%, abaixo da inflação oficial do ano. 

Em Fortaleza, segundo afirmou o Sindicato União dos Trabalhadores em Educação de Fortaleza (Sindiute) na época, havia uma particularidade: para equiparar o salário praticado pelo Município ao piso nacional seria preciso um reajuste maior do que o estabelecido pela portaria ministerial.

Conforme informou Ana Cristina Guilherme, presidente do Sindiute, na ocasião, o percentual ideal para a equiparação seria de 10,09%. Uma paralisação foi aprovada pela categoria em uma assembleia no fim de janeiro e reuniões passaram a ser realizadas com representantes da Prefeitura Municipal para o assunto ser tratado. 

Na abertura dos trabalhos da CMFor, em 1º de fevereiro, quando perguntado sobre o assunto, o prefeito Sarto afirmou que iria apresentar uma proposta "bem razoável" aos servidores, a fim de atender o pleito apresentado na mesa de negociações. 

Após negociações e protestos, tanto na frente do Paço Municipal quanto na Câmara Municipal de Fortaleza, a classe voltou a realizar uma plenária na manhã desta quarta-feira e, coletivamente, optou pela suspensão das paralisações da e deliberou por prosseguir com protestos mensais ao longo do ano. 



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