Prevent Senior diz ser vítima de armação e pede que PGR investigue

Empresa de saúde quer apuração de responsabilidade pelas acusações publicadas contra ela

Matéria por  Redação
21 de Setembro de 2021 - 14:39
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A Prevent Senior recorreu à Procuradoria Geral da República (PGR), nesta segunda-feira (20), para que seja investigada uma suposta armação contra a empresa, apontada como realizadora de estudo sobre a hidroxicloroquina, com ocultação de mortes de pacientes. As informações são da Folha de São Paulo

Os advogados da empresa de saúde alegam que os documentos em poder da CPI da Covid “foram visualmente manipulados e utilizados fora de contexto”, visando colocá-la no foco da comissão e de outros órgãos de investigação. 

No pedido, a empresa rebate as acusações publicadas contra ela e afirma que serão desmentidas no depoimento que seu diretor-executivo deverá prestar à CPI.

Entre elas, alega serem infundadas as denúncias de prescrição indiscriminada de hidroxicloroquina, associada à azitromicina e ivermectina, para pacientes associados e até mesmo para quem não tinha sintomas da doença. 

“Há considerável possibilidade de que as ações praticadas pelos denunciantes se amoldem em tipos penais previstos no ordenamento brasileiro", disseram os advogados. 

Apoio de Bolsonaro

O dossiê com o caso obtido pela CPI da Covid-19 foi elaborado por médicos e ex-médicos da Prevent Senior e aponta que a referida empresa, em estudo sobre cloroquina apoiado pelo Presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ministrou tratamento sem autorização de pacientes e familiares, além de ter ocultado mortes.

O documento, obtido pela Globonews, indica que a disseminação da cloroquina e de outros medicamentos resultou de acordo entre o Governo Bolsonaro e a empresa — o estudo foi um desdobramento do acordo.

A GloboNews também teve acesso a uma planilha com nomes e informações de todos os participantes da pesquisa. Nove deles morreram durante os estudos, mas só dois óbitos foram mencionados pelos autores.

Um médico que trabalhava na Prevent e mantinha contato próximo com diretores da companhia afirmou ao canal de TV que o estudo foi manipulado para demonstrar a eficácia da cloroquina. O resultado do estudo já estava pronto bem antes da conclusão, segundo o profissional.

Em nota divulgada na semana passada, a operadora de planos de saúde informou que "sempre atuou dentro dos parâmetros éticos e legais e, sobretudo, com muito respeito aos beneficiários". 



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