Prefeito, vice e secretários são alvos de ameaças em Jaguaribara; Polícia Civil investiga o caso

A Aprece manifestou solidariedade ao gestor e relatou que as ameaças incluem pichações e uma carta anônima.

Matéria por  Igor Cavalcante
04 de Novembro de 2025 - 16:51
capa da noticia

O prefeito de Jaguaribara, José Filho Nunes (PSB), e a vice-prefeita, Mazé Martins (Republicanos), foram alvos de ameaças anônimas que também atingiram secretários municipais. As mensagens, segundo o gestor, continham agressões verbais e expressões preconceituosas.

O caso veio a público após José Filho divulgar uma nota oficial em que relata ter tomado conhecimento de que o conteúdo circula em grupos de mensagens.

“Diante da proporção que essas mensagens tomaram, recebi ligações de autoridades, e o Governo do Estado do Ceará acompanha o caso, com suas forças de segurança atuando para apurar a origem e identificar os responsáveis”, afirmou o prefeito.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que a Polícia Civil (PCCE) “investiga uma denúncia de ameaça, registrada no município de Jaguaribara”.

Procurado pelo PontoPoder, o prefeito disse que não irá se manifestar além do conteúdo da nota pública.

'Os dias contados'

Após a denúncia, a Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece) manifestou solidariedade ao gestor. A entidade relatou que as ameaças incluem pichações em muros da cidade e, mais recentemente, uma carta anônima afirmando que o prefeito "está com os dias contados".

Nota publicada pela Aprece
Legenda: Nota publicada pela Aprece
Foto: Reprodução/Instagram

“A Aprece repudia veementemente qualquer ato de violência pública e exige das autoridades competentes uma apuração célere, rigorosa e eficaz dos fatos, a fim de identificar e responsabilizar todos os envolvidos — autores, mandantes e eventuais colaboradores —, assegurando que sejam punidos com o máximo rigor da lei”, afirmou a nota assinada pelo presidente da Aprece, Joacy Alves dos Santos Júnior (Juju), ex-prefeito de Jaguaribara.

A entidade reforçou ainda que “nenhuma divergência política pode justificar a violência, a intimidação ou o discurso de ódio”, destacando ser dever do Estado garantir a segurança e a tranquilidade dos gestores eleitos e da população.



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