Por 10 votos a 1, STF proíbe realização de aborto por enfermeiros

Corte derrubou liminar do ex-ministro Luís Roberto Barroso que autorizava o procedimento em casos previstos em lei.

Matéria por  Redação
24 de Outubro de 2025 - 19:50
capa da noticia

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 10 votos a 1, derrubar a liminar do ex-ministro Luís Roberto Barroso que permitia a enfermeiros e técnicos de enfermagem realizar abortos em situações previstas em lei.

Com a decisão do plenário virtual, tomada nesta sexta-feira (24), a autorização concedida por Barroso deixa de valer. A liminar havia sido proferida no dia 17, último dia do então ministro, que se aposentou do STF no dia seguinte.

A medida havia sido concedida a partir de uma ação apresentada por entidades como a Sociedade Brasileira de Bioética e a Associação Brasileira de Enfermagem, que alegaram dificuldades no acesso de mulheres ao aborto legal em hospitais públicos.

Os ministros acompanharam o voto divergente de Gilmar Mendes, que entendeu não haver urgência suficiente para justificar uma decisão provisória.

"A questão submetida à apreciação possui inegável relevo jurídico. Nada obstante, com o devido respeito às posições em sentido contrário, não vislumbro, na espécie, preenchidos os requisitos autorizadores da concessão de provimento de índole cautelar", afirmou o ministro.

Seguiram o voto de Gilmar os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, André Mendonça, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Edson Fachin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.

Complexidade do tema

Cármen Lúcia destacou que o tema é “de inegável importância e gravidade”, mas disse que “não há urgência qualificada para o deferimento da liminar”.

Já Luiz Fux afirmou que “a exigência da presença de profissional de medicina para a realização do procedimento abortivo é plenamente razoável” e que enfermeiros e farmacêuticos “não possuem o mesmo conhecimento especializado”.

Na semana passada, Barroso também votou em outro processo pela descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação, acompanhando o voto da ex-ministra Rosa Weber. 

Esse caso, porém, foi interrompido após pedido de destaque de Gilmar Mendes, e será retomado no plenário físico, em data ainda indefinida.



Você atingiu o limite de matérias gratuitas desse mês, adquira uma assinatura digital para desbloquear esta notícia e mais do melhor jornalismo local

Já é assinante? Entre com sua conta
Logo

Tenha acesso ilimitado ao maior portal de notícias do Nordeste

DN FREE

Crie uma conta gratuita e desbloqueie o conteúdo completo.
Gratuito
Acesse mais conteúdos de forma gratuita
Fique conectado às principais notícias e assuntos que movimentam o Nordeste
Explore conteúdos com credibilidade e mantenha-se sempre bem informado

DN MENSAL

Acesso ilimitado a todo conteúdo digital.
R$ 1200 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

App Diário do Nordeste
Diário do Nordeste: Assinatura Digital
Diário do Nordeste: Assinatura Física

DN ANUAL

60 dias gratuitos. Acesso ilimitado a todo conteúdo digital.
R$ 12000 /ano

Tudo do plano gratuito, e:

Diário do Nordeste: Assinatura Digital

Teste Cartão Rede

Teste Cartão
R$ 1000 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

Teste Limitação

Teste-teste
R$ 990 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

Diário do Nordeste: Assinatura Digital

Precisa de Ajuda?

Entre em contato com a nossa central de atendimento: