PGR pede a condenação dos sete réus do 'núcleo da desinformação' da tentativa de golpe

O grupo é formado, principalmente, por militares

Matéria por  Redação
14 de Outubro de 2025 - 18:47
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A Procuradoria Geral da República (PGR) pediu, nesta terça-feira (14), a condenação dos sete réus do "núcleo 4" — ou "núcleo da desinformação" — da trama golpista orquestrada em 2022, após a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições. O grupo é composto, principalmente, por militares.

Na justificativa, dada no início do julgamento dos réus, no Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral Paulo Gonet alegou que os acusados promoveram uma "guerra informacional" para preparar o terreno para o golpe de Estado.

"Foram os integrantes deste núcleo, agora em julgamento, que se dedicaram a fabricar e a disseminar narrativas falseadas, no intuito de incutir na população a convicção de que a estrutura democrática estava se voltando, sordidamente, contra o povo", afirmou Gonet.

Ele lembrou ainda que os acusados se aproveitaram da estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar adversários políticos, a chamada "Abin paralela".

Quem são os réus do núcleo 4 da tentativa de golpe?

  1. Ailton Gonçalves Moraes Barros (major da reserva do Exército); 
  2. Ângelo Martins Denicoli (major da reserva do Exército); 
  3. Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente do Exército); 
  4. Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel do Exército); 
  5. Reginaldo Vieira de Abreu (coronel do Exército); 
  6. Marcelo Araújo Bormevet (policial federal) e 
  7. Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal). 

Por quais crimes respondem?

  • Organização criminosa armada;
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • Golpe de Estado;
  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça;
  • Deterioração de patrimônio tombado.

Núcleo foi o responsável por disseminar fake news

Na denúncia, o procurador Paulo Gonet afirmou que o objetivo do "núcleo 4" da trama golpista era fornecer material a ser trabalhado por disseminadores de notícias falsas, inicialmente com ataques ao sistema eleitoral e, depois, com campanhas difamatórias de autoridades.

Estiveram entre os alvos, inclusive, os ex-comandantes do Exército e da Aeronáutica, que teriam se recusado a aderir aos planos golpistas.

O que dizem as defesas?

De maneira geral, as defesas dos réus alegam que a PGR não conseguiu individualizar as condutas de cada acusado e nem apresentar provas cabais dos crimes.

Outras três sessões serão necessárias para finalizar o julgamento e serão realizadas nesta quarta (15) e nos próximos dias 21 e 22. 



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