No julgamento de Bolsonaro, defesa de Mauro Cid diz que militar não foi coagido pela PF e por Moraes

A defesa pontuou que o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro não tinha conhecimento dos planos da suposta tentativa de golpe

Matéria por  Matheus Facundo
02 de Setembro de 2025 - 15:46
capa da noticia

A defesa de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), e um dos oito réus na ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado, afirmou durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (2) que o militar não sabia dos planos do golpe e não foi coagido pela Polícia Federal (PF) nem pelo ministro Alexandre de Moraes durante a delação premiada. O advogado Jair Alves Pereira foi o primeiro a falar à tarde, quando a sessão retornou. 

Alves disse que as outras defesas vão acusar Cid de ter sido coagido, e, que, por isso, era importante reforçar a validade da colaboração premiada. Ele citou que essas acusações ocorrem por conta de um vazamento publicado na revista Veja.

Nos áudios, Cid estaria falando que tinha discordâncias com o delegado da PF. "Isso não é coação. Ele só está reclamando da posição do delegado, e isso é direito dele", pontuou o advogado. 

Acompanhe ao vivo a primeira sessão do julgamento de Bolsonaro:

'Ele falou tudo que sabia' 

Jair ainda pontuou que Cid "falou tudo que sabia" nos depoimentos de colaboração premiada, e que ele não tinha conhecimento dos planos do suposto golpe

"Ele [Mauro Cid] falou tudo que sabia, e falar tudo que sabe, e praticar tudo que se sabia é diferente. A vida segue dele seguia fora da ajudância de ordem, e ser ajudante só atrapalhou a vida dele.  Ele não confessou nada porque não tinha conhecimento do Punhal Verde Amarelo. Não fazia parte de grupos, ele só recebeu um arquivo. Ele não tinha conhecimento dos planos", declarou a defesa. 

Também da equipe de Mauro Cid, o advogado Cezar Roberto Bittencourt disse que não há provas concretas contra Cid e "não há uma linha que demonstra a intenção de Mauro Cid em subverter o regime atual vigente". 

Ele falou ainda que Mauro só tinha "presença física e institucional" por seu trabalho com o ex-presidente Bolsonaro: "Isso não é crime, nem aqui e nem na China". 



Você atingiu o limite de matérias gratuitas desse mês, adquira uma assinatura digital para desbloquear esta notícia e mais do melhor jornalismo local

Já é assinante? Entre com sua conta
Logo

Tenha acesso ilimitado ao maior portal de notícias do Nordeste

DN FREE

Crie uma conta gratuita e desbloqueie o conteúdo completo.
Gratuito
Acesse mais conteúdos de forma gratuita
Fique conectado às principais notícias e assuntos que movimentam o Nordeste
Explore conteúdos com credibilidade e mantenha-se sempre bem informado

DN MENSAL

Acesso ilimitado a todo conteúdo digital.
R$ 1200 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

App Diário do Nordeste
Diário do Nordeste: Assinatura Digital
Diário do Nordeste: Assinatura Física

DN ANUAL

60 dias gratuitos. Acesso ilimitado a todo conteúdo digital.
R$ 12000 /ano

Tudo do plano gratuito, e:

Diário do Nordeste: Assinatura Digital

Teste Cartão Rede

Teste Cartão
R$ 1000 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

Teste Limitação

Teste-teste
R$ 990 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

Diário do Nordeste: Assinatura Digital

Precisa de Ajuda?

Entre em contato com a nossa central de atendimento: