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Mortes, atentados e brigas: relembre casos de violência ligados a disputas políticas no Ceará

Há algumas décadas, esse tipo de ato estava praticamente intrínseco às tensões eleitorais

Escrito por Igor Cavalcante igor.cavalcante@svm.com.br
14 de Julho de 2022 - 06:00
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Legenda: Um dos casos mais recentes ocorreu em Granjeiro, em 2019, quando o prefeito da cidade foi executado
Foto: Valéria Alves

O assassinato do guarda municipal e tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), Marcelo Aloizio de Arruda, acendeu mais um alerta nacional sobre os riscos de violência política no pleito deste ano. O petista foi morto por um adversário político durante sua própria festa de aniversário em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. O autor dos disparos foi o policial penal federal Jorge José da Rocha Guaranho. 

Os crimes por motivações políticas, no entanto, são frequentes no Brasil. No Ceará não é diferente. Há algumas décadas, esse tipo de ato estava praticamente intrínseco às disputas eleitorais. 

Conforme levantamento feito pelo Diário do Nordeste, a maioria dos assassinatos de cunho político está envolta em "crimes de pistolagem", como são chamados popularmente casos de homicídios qualificados que "acontecem mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe", "por motivo fútil", ou por "emboscada, ou mediante dissimulação ou torne impossível a defesa do ofendido". A definição é feita no artigo 121 do Código Penal brasileiro.

Em meio a esse sinal de alerta aceso após a morte do militante petista, o Diário do Nordeste relembra casos de violência política no Ceará:

2019

Granjeiro

João Gregório Neto foi assassinado enquanto caminhava próximo à parede do Açude Junco, na cidade de Granjeiro, na véspera do Natal
Legenda: João Gregório Neto foi assassinado enquanto caminhava próximo à parede do Açude Junco, na cidade de Granjeiro, na véspera do Natal
Foto: Reprodução

Um dos casos mais recentes e de maior repercussão ocorreu na véspera do Natal de 2019. João Gregório Neto, conhecido como João do Povo, prefeito de Granjeiro, foi assassinado a tiros enquanto caminhava próximo à parede do Açude Junco, no município do Cariri.

De acordo com as investigações, o caso teve motivação política e os mandantes do crime teriam sido os ex-prefeitos Vicente Félix de Sousa, o “Vicente Tomé”, e Ticiano Tomé, filho de Vicente.

2010

Pereiro

O ex-prefeito de Pereiro, Antônio Mardônio Diógenes Osório, 66, foi executado por dois homens em 31 de dezembro de 2010. Ele foi morto na Fazenda Campos, propriedade rural que pertencia à vítima. O caso aconteceu no início da manhã, quando ele estava na beira de uma estrada de terra, conversando com um grupo de empregados seus que faziam uma cerca.

Ao sair do local em sua caminhonete, dois homens em uma moto o abordaram, perguntaram se ele era "Mardônio Diógenes" e, quando ele respondeu que sim, efetuaram os disparos.

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