Morre Maria do Carmo, ex-senadora recordista de mandatos no Brasil

Ela foi a primeira mulher eleita senadora por Sergipe e a primeira a cumprir três mandatos consecutivos na Casa

Matéria por  Agência Senado
01 de Setembro de 2024 - 07:35
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Morreu nesse sábado (31), aos 83 anos, a ex-senadora Maria do Carmo, de câncer no pâncreas com metástases hepáticas. Ela estava internada na Unidade de Terapia Intensiva do hospital São Lucas, em Aracaju, onde realizava hemodiálise. Viúva do ex-governador de Sergipe João Alves, a ex-senadora deixa três filhos, netos e irmãos.

O velório teve início na madrugada deste domingo (1º), no Cemitério Colina da Saudade, em Aracaju, onde haverá uma missa de corpo presente às 14h e o sepultamento às 16h.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), declarou luto oficial de três dias na Casa, a partir de sábado.

"Sua atuação política foi marcada por sensibilidade social e preocupação com a defesa dos menos favorecidos. Sempre atuou na defesa dos interesses do seu estado e da região Nordeste. A morte da senadora Maria do Carmo entristece a todos que tiveram a honra de conviver com uma mulher de grande força política e capacidade de diálogo", escreveu Pacheco ao justificar o luto oficial.

Primeira mulher no Senado Federal a cumprir três mandatos consecutivos

Maria do Carmo Alves nasceu em Cedro de São João (SE), no dia 23 de agosto de 1941, filha de João Batista do Nascimento e de Marinete Alves do Nascimento. Formou-se em direito pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) em 1966. Nas eleições de outubro de 1998, elegeu-se senadora por Sergipe na legenda do PFL. Tomou posse em fevereiro de 1999. Foi a primeira mulher eleita senadora por Sergipe e a primeira mulher no Senado Federal a cumprir três mandatos consecutivos até 2022, já no Partido Progressistas (PP). Quando chegou à casa, era uma das duas primeiras mulheres da região Nordeste a ocupar um assento.

Em sua despedida no Senado, Maria do Carmo relembrou a sua trajetória parlamentar e os principais projetos que apresentou e relatou.

"Trabalhei continuamente para enfrentar a violência doméstica contra a mulher e garantir o espaço feminino no mercado de trabalho, na ciência e na política. Acredito que pensar em políticas públicas de gênero é pensar também em desenvolvimento econômico", avaliou à época.

Ela também destacou seu esforço para a ampliação de oportunidades na educação, especialmente nos projetos que asseguraram a continuidade do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e o reforço em seu financiamento.



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