Moraes autoriza Bolsonaro a receber visitas de deputados e Tarcísio de Freitas

O governador de SP, Tarcísio de Freitas, alegou "questões humanitárias" e "político-institucionais" para visitar o ex-presidente em prisão domiciliar

Matéria por  Redação
07 de Agosto de 2025 - 12:42
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O ministro Alexandre de Moraes autorizou nesta quinta-feira (7) que aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) façam visitas a ele na prisão domiciliar. As visitas deverão ser pré-estabelecidas e acontecer entre 10h e 18h, com respeito às determinações legais e judiciais impostas na medida restritiva. 

As visitações deverão ocorre entre esta quinta e a próxima quinta (14). Cada pessoa devera ir em um dia específico, sem possibilidade de coincidir com outra visita, conforme apurou o g1. 

Nessa quarta-feira (6), Moraes já havia autorizado Bolsonaro a receber visitas de alguns familiares, como filhos, cunhadas e netos.

Estão autorizados a visitar Bolsonaro após o novo pedido: 

  1. Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP);
  2. Vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP-DF);
  3. Deputado federal Geraldo Junio (PL-MG)
  4. Deputado federal Marcelo Pires Moraes (PL-RS)
  5. Empresário e presidente do PL em Angra dos Reis, Renato De Araújo Corrêa
  6. Deputado federal Luciano Lorenzini Zucco (PL-RS), líder da oposição na Câmara

O governador de SP alegou "questões humanitárias" e "político-institucionais" no pedido para visitar Bolsonaro. 

"Diante do exposto, solicito à Vossa Excelência autorização para empreender visita domiciliar ao senhor Jair Messias Bolsonaro, no próximo dia 7 de agosto, assumindo, desde já, o compromisso de observar todas as determinações estabelecidas por esse juízo", diz documento endereço ao ministro do STF. 

Prisão domiciliar 

Bolsonaro teve a prisão domiciliar decretada na última segunda (4), no âmbito do inquérito que investiga o ex-presidente por mandar recursos via pix, para bancar a estadia de seu filho no exterior. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é investigado pela sua atuação junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo. 

Desde o dia 18 de julho, Bolsonaro precisava seguir diversas medidas, como usar tornozeleira eletrônica, não acessar as redes sociais (diretamente ou por intermédio de terceiros) e permanecer em casa entre 19h e 6h, assim como nos fins de semana.

A decisão do ministro Alexandre de Moraes considerou que Bolsonaro descumpriu as medidas cautelares já impostas. Na decisão, o ministro detalhou que Bolsonaro veiculou conteúdo nas redes sociais dos filhos. “Não há dúvidas de que houve o descumprimento da medida cautelar imposta a Jair Messias Bolsonaro”, escreveu.

 

 


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