Menos de um mês após posse, Capitão Wagner anuncia saída da Secretaria de Administração e Finanças de Pacajus

O político deve assumir uma função nacional de articulador do União Brasil, de olho nas eleições de 2026

Matéria por  Igor Cavalcante
22 de Janeiro de 2025 - 12:10
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Empossado no começo deste ano como secretário da Administração e Finanças de Pacajus, o ex-deputado Capitão Wagner (União) anunciou que irá deixar a gestão municipal para uma “missão maior” em Brasília

Em publicação realizada nas redes sociais na noite de terça-feira (21), o político disse que recebeu “um convite para uma missão do partido em Brasília”. “É para organizar nacionalmente (o União Brasil). Logicamente, por conta do convite, vamos precisar deixar a Secretaria de Administração e Finanças”, informou Wagner.

“Estou indo para uma missão maior, uma missão nacional, um projeto político”
Capitão Wagner (União Brasil)
Presidente do União Brasil no Ceará

Em conversa com o Diário do Nordeste, ele informou que a exoneração deve ocorrer até a próxima semana. "Também vou a Brasília na próxima semana para pegar os detalhes, conversar com o Rueda (presidente do União Brasil)", disse. Com a saída do ex-deputado, a Pasta deve ficar nas mãos do secretário adjunto, Roberto Araújo.

Na conversa com os seguidores, Wagner destacou que a função que irá assumir como articulador nacional não é remunerada. “A questão não é financeira, é de projeto", concluiu Wagner.

À reportagem, ele reforçou ainda que a conversa com o prefeito de Pacajus, Edilson das Casas (União), foi tranquila. "Ele sabe, inclusive, que lá em Brasília a gente pode ajudar muito Pacajus, que está precisando de recursos. Estando lá a gente vai ter acesso a muita gente que pode ajudar o município", acrescentou.

Ainda na noite de terça-feira (21), logo após a live de Wagner, o prefeito de Pacajus também publicou um vídeo em que aponta o ex-deputado como "referência". "Em qualquer função que ele estiver, eu sei que ele vai se doar ao máximo, vai contribuir muito. A missão que ele recebeu em Brasília é maior que a que ele recebeu em Pacajus, então é justo que ele tome a decisão que ele achar mais sábia, onde ele conseguir produzir mais e ser mais útil", destacou.

Missão local

Ao ser anunciado como novo secretário, ainda no fim do ano passado, Wagner já adiantava que o trabalho em Pacajus não seria fácil. "Sou movido a desafios e até aqui, sigo caminhando em direção ao propósito que Deus tem pra minha vida, sempre deixando o legado de um trabalho bem feito e responsável. Seguiremos assim", declarou à época.

Naquele momento, o político fez um diagnóstico de que o município estava "quebrado" e com "muitas dívidas". Também na terça-feira, pouco antes de Wagner comunicar que irá sair da gestão, Edilson das Casas (União) publicou outro vídeo em que estima as dívidas do município em mais de R$ 500 milhões.



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