Mauro Cid nega em depoimento plano de fuga por suposta tentativa de fuga investigada pela PF

Procuradoria Geral da República pede aprofundamento das investigações

Matéria por  Redação
13 de Junho de 2025 - 17:43
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O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid, negou em depoimento nesta sexta-feira (12), que tenha solicitado um passaporte português ao ex-ministro do Turismo, Gilson Machado, num suposto plano de fuga investigado pela Polícia Federal. Ele disse na oitiva que não tem contato com Machado desde o fim do governo Bolsonaro.

O depoimento, que durou mais de 3h, foi autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, relator do caso da trama golpista.

  • Cid também afirmou que desconhece mensagens atribuídas a ele e reveladas pela revista Veja, onde teria se comunicado com outro aliado de Bolsonaro sobre os termos de sua delação premiada.

O ministro STF também incluiu busca e apreensão na residência de Mauro Cid, além da apreensão de seu celular. Inicialmente estava prevista uma prisão preventiva, mas foi revertida durante a madrugada por Moraes, que optou por ouvi-lo antes de avaliar novas providências.

PGR viu elementos para possível fuga de Mauro Cid

A operação se baseia em informações da Polícia Federal, onde apontavam a saída de quatro familiares do tenente-coronel para os Estados Unidos. A Procuradoria-Geral da República (PGR) então solicitou a prisão de Cid, cujo pedido foi revertido por Moraes.

  • O embarque dos pais do ex-ajudante de ordens ocorreu no dia 30 de maio. A esposa dele e uma das filhas também viajaram para Los Angeles.

Segundo a defesa de Cid, o motivo da ida até os EUA se deu em razão da formatura de um sobrinho e o aniversário de 15 anos de uma sobrinha, e que o retorno deles está previsto para 20 de junho.

No entendimento da PGR, esse movimento trouxe indícios de que o ex-ministro do Turismo, Jair Bolsonaro, Gilson Machado, buscava viabilizar a fuga de Mauro Cid do país.

Machado foi preso na manhã desta sexta-feira, após a PF confirmar que ele teria procurado o Consulado de Portugal em Recife, onde mora, para supostamente obter um passaporte europeu ao ex-ajudante de ordens.

A suspeita em torno da viagem se baseia na possibilidade de obstrução do processo da trama golpista que está em andamento no STF, onde Cid é réu junto de Bolsonaro e outras autoridades.

  • A PF então atuou para saber se Machado buscou facilitar a possível saída de Cid do Brasil. 

Em entrevista ao jornal O GLOBO, Machado admitiu ter procurado em maio deste ano, por telefone, o Consulado de Portugal em Recife, mas que sua intenção era tratar do passaporte do seu pai. O STF segue analisando o caso.



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