Mauro Cid deve confessar que vendeu joias a mando de Bolsonaro, diz advogado

Um dos principais homens de confiança do ex-presidente está preso desde maio

Matéria por  Redação
17 de Agosto de 2023 - 21:01
capa da noticia

O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid, deve admitir que vendeu as joias da Presidência nos Estados Unidos a mando do ex-presidente, entregou o dinheiro em espécie para ele e transferiu clandestinamente o valor para o País, de acordo com declaração do advogado de Cid, Cezar Bittencourt, nesta quinta-feira (17). As informações são da Veja e da TV Globo.

Mauro Cid, um dos principais homens de confiança de Bolsonaro, está preso desde maio. As peças que são alvo das apurações foram presentes para a Presidência durante o mandato de Bolsonaro. A ação da PF visa esclarecer se o dinheiro das joias foi enviado para o ex-mandatário da República e se a verba para a recompra das joias partiu dele.

Bolsonaro afirmou, em nota divulgada na última sexta, que "jamais apropriou-se ou desviou quaisquer bens públicos, colocando à disposição do Poder Judiciário sua movimentação bancária". A defesa afirma que pediu voluntariamente, em março, que os itens fossem depositados no Tribunal de Contas da União (TCU) até a definição do que seria feito. 

Conforme as investigações, o general era o responsável por negociar as joias e os demais bens nos EUA – inclusive, recebia os valores em sua conta bancária.

A Polícia Federal brasileira já pediu um acordo de cooperação internacional com os Estados Unidos.

QUEM SÃO OS ALVOS DA OPERAÇÃO?

Conforme a TV Globo e a GloboNews apuraram, há pelo menos quatro alvos:

  • O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, tenente-coronel do Exército Mauro Barbosa Cid;
  • O pai dele, o general do Exército Mauro César Lorena Cid;
  • O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e tenente do Exército Osmar Crivelatti;
  • O advogado Frederick Wassef, que já defendeu Bolsonaro e familiares em diversos processos na Justiça.

A operação da PF foi batizada "Lucas 12:2", em alusão ao versículo da Bíblia que diz: "não há nada escondido que não venha a ser descoberto, ou oculto que não venha a ser conhecido".

Mauro César Lorena Cid é general do Exército e foi colega de Jair Bolsonaro na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), nos anos 1970.

Durante o governo Bolsonaro, o militar ocupou cargo federal em Miami ligado à Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos.



Você atingiu o limite de matérias gratuitas desse mês, adquira uma assinatura digital para desbloquear esta notícia e mais do melhor jornalismo local

Já é assinante? Entre com sua conta
Logo

Tenha acesso ilimitado ao maior portal de notícias do Nordeste

DN FREE

Crie uma conta gratuita e desbloqueie o conteúdo completo.
Gratuito
Acesse mais conteúdos de forma gratuita
Fique conectado às principais notícias e assuntos que movimentam o Nordeste
Explore conteúdos com credibilidade e mantenha-se sempre bem informado

DN MENSAL

Acesso ilimitado a todo conteúdo digital.
R$ 1200 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

App Diário do Nordeste
Diário do Nordeste: Assinatura Digital
Diário do Nordeste: Assinatura Física

DN ANUAL

60 dias gratuitos. Acesso ilimitado a todo conteúdo digital.
R$ 12000 /ano

Tudo do plano gratuito, e:

Diário do Nordeste: Assinatura Digital

Teste Cartão Rede

Teste Cartão
R$ 1000 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

Teste Limitação

Teste-teste
R$ 990 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

Diário do Nordeste: Assinatura Digital

Precisa de Ajuda?

Entre em contato com a nossa central de atendimento: