Mauro Cid desmaiou ao descobrir que voltaria a ser preso, diz colunista

O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) foi preso novamente nesta sexta-feira (22) por descumprimento de medidas judiciais e obstrução de justiça

Matéria por  Redação
22 de Março de 2024 - 17:10
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Ao saber que seria preso novamente, Mauro Cid desmaiou nesta sexta-feira (22), segundo a colunista Natuza Nery, do g1. Socorristas o atenderam na sala do Supremo Tribunal Federal (STF). 

O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) voltou à prisão por descumprimento de medidas judiciais e obstrução de justiça. Alexandre de Moraes, ministro do STF, assinou a decisão de prisão do militar. 

Antes de ser preso, Cid foi ouvido por 30 minutos pelo desembargador Airton Vieira, juiz instrutor do gabinete de Moraes. Também estiveram presente um representante da Procuradoria-Geral da República (PGR), além da defesa do militar.

Cid foi encaminhado ao Instituto Médico Legal pela Polícia Federal. 

Mandados de busca e apreensão na casa do militar foram expedidos. Não há informações sobre quais medidas judiciais não foram cumpridas. 

Prisão de Cid

A prisão ocorreu após depoimento, marcado devido o vazamento de áudios nos quais o militar critica a atuação do magistrado e da Polícia Federal.

Na quinta-feira (21), a revista Veja divulgou gravações em que Cid afirma ter sido pressionado pela Polícia Federal durante depoimentos. Nos áudios, o tenente-coronel também faz críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do STF. 

“Mauro César Babosa Cid em nenhum momento coloca em xeque a independência, funcionalidade e honestidade da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República ou do Supremo Tribunal Federal na condução dos inquéritos em que é investigado e colaborador, aliás, seus defensores não subscrevem o conteúdo de seus áudios”, disse o advogado de Cid, Cezar Bittencourt, ao blog da Camila Bomfim.
Essa não é a primeira vez que o tenente-coronel é preso. Em maio de 2023, ele foi detido durante uma operação que investiga a falsificação de cartãos de Bolsonaro, parentes e assessores. Em setembro, ele fechou um acordo de colaboração premiada com a PF e foi solto.

Na semana passada, Cid, Bolsonaro e outras 15 pessoas foram indiciadas pela falsificação de cartões de vacina.



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