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Manifestação contra Bolsonaro reúne movimentos políticos e partidos neste domingo (12)

O ato ocorreu durante a tarde na Praça Portugal, no bairro Aldeota, em Fortaleza

Escrito por Luana Barros e Almir Gadelha politica@svm.com.br
12 de Setembro de 2021 - 17:52
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Legenda: Principal pauta do ato, que reuniu movimentos políticos e partidos, foi o lema "Fora Bolsonaro
Foto: Almir Gadelha

Manifestantes se reuniram na tarde deste domingo (12), na Praça Portugal, no bairro Aldeota, em Fortaleza, para se manifestar contra o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido). A mobilização foi chamada por movimentos políticos, como o Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem Para a Rua, e contou com a adesão de diversos grupos. 

Além das bandeiras de partido - como PDT, PCdoB e PSB -, faixas de "Fora Bolsonaro" também foram levantadas pelos manifestantes, que vestiam branco - conforme pedido na convocação da manifestação, que pretende pressionar pelo andamento do pedido de impeachment do presidente. 

Apesar da adesão dos partidos, lideranças políticas e parlamentares não participaram do ato. Iniciado por volta das 15 horas, o grupo foi formado por algumas dezenas de pessoas e não chegou a lotar a Praça. 

O trânsito da região também fluiu normalmente, sem ruas interditadas. Os manifestantes aproveitaram para exibir os cartazes durante o semáforo vermelho, além de pedirem, nas faixas, que os carros buzinassem em apoio a pauta da mobilização. 

Os manifestantes começaram a dispersar por volta das 17 horas. 

Mobilização contra Bolsonaro

A mobilização ocorre em diferentes capitais do Brasil e tem como principal pauta o lema "Fora Bolsonaro" - que ganhou força após as manifestações do dia 7 de Setembro e as declarações antidemocráticas proferidas no discurso do presidente Jair Bolsonaro.

As faixas do ato reuniram críticas a Bolsonaro, incluindo a pressão pelo impeachment do presidente
Legenda: As faixas do ato reuniram críticas a Bolsonaro, incluindo a pressão pelo impeachment do presidente
Foto: Almir Gadelha

Apesar de nota de recuo divulgada pelo governo federal, na última quinta-feira (9), lideranças políticas e partidos continuaram se mobilizando para a ida às ruas. 

Em Fortaleza, a mobilização ocorre no palco tradicional dos atos de apoiadores do governo federal - e onde também ocorreu manifestação na última terça-feira (7). 

Apesar da adesão de alguns partidos, PT e Psol - importantes partidos de oposição ao presidente - não aderiram aos atos. 

Ciro na Paulista

Ciro Gomes e Gisele Bezerra, a qual teve diário pessoal fotografado mesmo sem ter relação com Ciro no período citado na investigação
Legenda: Ciro Gomes e Gisele Bezerra, a qual teve diário pessoal fotografado mesmo sem ter relação com Ciro no período citado na investigação
Foto: Fabiane de Paula

Pré-candidato à presidência da República, Ciro Gomes (PDT) participou da manifestação na avenida Paulista, em São Paulo. 

"Nós somos diferentes, temos histórias diferentes, temos caminhadas diferentes, mas o que nos reúne é o que tem que reunir toda a nação civicamente sadia: é a ameaça da morte da democracia. Contem comigo", disse o pedetista durante discurso na mobilização. 

Ele afirmou ainda que o presidente Bolsonaro era "covarde" - em referência a nota de recuo apresentada, que disse ser parte de um "conchavo". "Nós estamos começando hoje, mas isso é só o começo", completou. 

No Ceará, apesar de o PDT ter aderido as manifestações deste dia 12 de setembro, as principais lideranças locais da legenda estiveram em encontro regional pedetista, realizado em Barbalha neste domingo. 

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