Luizianne Lins fica sem comida e água durante 1º dia de prisão em Israel, diz assessoria

As atualizações sobre o estado dos tripulantes chegaram após a deputada receber a primeira visita de diplomatas da Embaixada do Brasil em Israel

Matéria por  Bergson Araujo Costa
03 de Outubro de 2025 - 18:53
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Após o barco Grande Blu ser interceptado pelas forças de Israel, na última quarta-feira (1º), os tripulantes que estavam em missão humanitária à Gaza, incluindo a deputada federal Luizianne Lins (PT), ficaram o primeiro dia de detenção sem água e comida. A informação foi confirmada pela assessoria da parlamentar.

“Apesar de estarem todos e todas em condições gerais de saúde estáveis, segundo os relatos, no primeiro dia em que foram sequestrados, interrogados e presos, o Governo de Israel não lhes ofereceu comida e água”, afirma o comunicado.

As atualizações sobre o estado dos tripulantes chegaram após a deputada, que passou quase dois dias sem qualquer contato, receber a primeira visita de diplomatas da Embaixada do Brasil em Israel

“Foram mais de oito horas de procedimentos relacionados à detenção de cidadãs e cidadãos brasileiros. A visita contou também com a presença de diplomatas de outros países”, salientou a nota.

A diplomacia brasileira fez dois encontros com a delegação brasileira, um com as mulheres, incluindo Luizianne, e outro com todos os homens.

MANIFESTAÇÃO NA PRISÃO

Alguns, de acordo com a organização da missão humanitária, começaram a fazer greve de fome para pressionar o governo israelense a darem fim ao massacre do povo palestino de Gaza, que sofre com as explosões, com ferimentos, doenças, fome e sede, em especial crianças.

“O grupo participava de uma iniciativa para levar medicamentos e alimentos ao povo palestino e tinha entre seus integrantes a deputada federal Luizianne em Missão oficial pela Câmara, como observadora internacional”, explicou a comunicação da parlamentar. 

As embarcações que transportavam a missão humanitária foram interceptadas pela Marinha israelense em águas internacionais entre a quarta (1º) e a quinta-feira (2).

Ainda segundo relatos das pessoas sequestradas e presas pelo Governo de Israel, durante a interceptação dos barcos em meio a águas internacionais do Mediterrâneo, os militares israelenses fizeram uma abordagem ostensiva e utilizaram armamento pesado, inclusive no veleiro onde estava a deputada. 

Não houve resistência por parte dos cerca de 500 integrantes da missão, vindos de mais de 40 países, de acordo com a assessoria. 



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