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Lideranças indígenas cearenses se mobilizam para julgamento de marco temporal; entenda o caso

Manifestações estão agendadas em três municípios cearenses; decisão do STF pode ter forte impacto nos povos indígenas que vivem no Estado

Escrito por Luana Barros luana.barros@svm.com.br
01 de Setembro de 2021 - 11:03 (Atualizado às 17:44)
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Legenda: Lideranças indígenas cearenses estiveram em Brasília em mobilização contra o marco temporal
Foto: Madson Pitaguary/FEPOINCE

O dia 5 de outubro de 1988 foi importante marco na luta indígena no País. A data de promulgação da Constituição Federal representou a garantia do direito originário destes povos, inclusive às terras. Contudo, a mesma data tem sido usada como forma de tentar restringir o acesso aos territórios indígenas.

A tese do marco temporal está em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) - nela, é feita a defesa de que apenas os povos que já estivessem ocupando a terra até esta data têm direito à ela.

O marco temporal é visto como retrocesso por povos indígenas, que acamparam na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para acompanhar o julgamento. Do Ceará, mais de 200 lideranças indígenas estiveram no acampamento 'Luto pela Vida' - que chegou a reunir mais de 6 mil indígenas na última semana. 

Com o adiamento do julgamento, que será retomado nesta quarta-feira (1°), o número foi reduzido para mil representantes em Brasília. Mas novas mobilizações estão agendadas para esta semana, dessa vez regionalmente. Aqui, três manifestações estão agendadas para acompanhar a retomada da discussão no Supremo - em Fortaleza, Crateús e Itarema. 

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