Juíza Gabriela Hardt e outros três magistrados do TRF-4 são afastados pelo CNJ, diz colunista

Gabriela foi titular da 13ª Vara Federal de Curitiba durante a Operação Lava Jato

Matéria por  Redação
15 de Abril de 2024 - 13:58
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A juíza Gabriela Hardt, ex-titular da 13ª Vara de Curitiba, foi afastada do Judiciário pelo corregedor nacional de Justiça, Luís Felipe Salomão. Conforme a colunista Daniela Lima, do g1, outros três magistrados que atuam no Tribunal Regional Federal da 4ª região (TRF-4) também foram afastados: os desembargadores Thompson Flores e Loraci Flores de Lima, e o juiz Danilo Pereira Júnior.

A medida foi tomada por Gabriela burlar a ordem processual e decisões do Supremo, além de violar o código da magistratura. "A natureza da atividade desenvolvida pela reclamada exige e impõe atuar probo, lídimo, íntegro e transparente, sendo inaceitável que, aparentemente descambando para a ilegalidade, valha-se da relevante função que o Estado lhe confiou para fazer valer suas convicções pessoais", detalhou Salomão em documento que determina o afastamento.

Já os outros três magistrados foram afastados por eles terem desobedecido decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Luís Felipe Salomão afirmou que o afastamento ocorreu para além da "falta de zelo", e que houve uma tentativa "deliberada" de não seguir as ordens do STF. 

Afastamento de Gabriela Hardt 

Gabriela foi titular da 13ª Vara Federal de Curitiba durante a Operação Lava Jato, substituindo o juiz Sergio Moro. Na época, ela homologou um trato que criou uma fundação privada abastecida com recursos da Lava Jato e que teria integrantes da força tarefa entre os gestores.

A decisão do corregedor detalhou que Gabriela admitiu ter discutido previamente decisões com integrantes da antiga força-tarefa, sendo uma violação "ao dever funcional de prudência, de separação dos poderes, e ao código de ética da magistratura".

A Operação Lava Jato, que está sendo investigada, por supostos desmandos na destinação de verbas bilionárias de acordos realizados pela Petrobras e algumas empreiteiras, como a Odebrecht. Para Salomão, ela se tornou "uma espécie de ‘cash back’ para interesses privados”.



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