Investigação apontou que Bolsonaro poderia tentar fugir do País

Ex-presidente é alvo de medidas cautelares do STF nesta manhã de sexta-feira (18), incluindo o uso de tornozeleira eletrônica

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
18 de Julho de 2025 - 10:14
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A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em aplicar medidas cautelares ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta sexta-feira (18), incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, foi motivada após as investigações identificarem o risco de o político fugir do Brasil, conforme o jornal O Globo

Ao cumprir mandado de busca e apreensão na residência do antigo mandatário em Brasília, agentes da Polícia Federal (PF) encontraram cerca de 14 mil dólares. O valor oficial não foi confirmado pelas autoridades, pois as cédulas estariam sendo contabilizadas.

>> Leia a decisão na íntegra

Além da casa de Bolsonaro, endereços ligados ao Partido Liberal (PL), legenda de Bolsonaro, também foram alvos dos policiais. 

A ação desta manhã foi autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes e acontece após parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Entre as medidas cautelares impostas a Bolsonaro estão:

  • uso de tornozeleira eletrônica;
  • monitoramento 24 horas;
  • permanecer em casa entre 19h e 6h, assim como nos fins de semana;
  • não acessar as redes sociais;
  • não se comunicar com o filho Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos;
  • não falar com embaixadores, diplomatas estrangeiros e outros réus ou investigados pelo STF.

Segundo informações da jornalista Natuza Nery, da GloboNews, outro motivo para a determinação dos mandados seria o financiamento reconhecido de Jair Bolsonaro ao filho, Eduardo Bolsonaro, que teria recebido repasse de R$ 2 milhões do pai mesmo fora do Brasil. 

Investigado por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro protagoniza a recente crise entre Brasil e Estados Unidos, após o presidente americano, Donald Trump, anunciar tarifas de 50% ao mercado brasileiro e afirmar que o processo criminal contra o ex-presidente deveria terminar "imediatamente".   

Nesta semana, a PGR apresentou ao STF o pedido de condenação do antigo chefe de Estado. O órgão afirmou que o político liderou a trama antidemocrática e deve ser sentenciado por pelo menos cinco crimes, com penas que, se somadas, podem resultar em mais de 43 anos de prisão

Em manifestação à Corte, o procurador Paulo Gonet reafirmou que Jair Bolsonaro não somente tinha conhecimento do plano golpista, como orquestrou as articulações contra a Democracia brasileira.



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