Governadores debatem soluções para o preço dos combustíveis e discutem piso salarial dos professores

Comandantes dos governos estaduais defendem criação de um fundo de equalização para amenizar a variação do preço, proposta já descartada pelo presidente Jair Bolsonaro

Matéria por  Igor Cavalcante
31 de Janeiro de 2022 - 19:40
capa da noticia

Os governadores de todos os estados brasileiros devem se reunir, na próxima quinta-feira (3), às 18 horas, para debater soluções para o alto preço dos combustíveis no País. Eles defendem a criação de um fundo de equalização para amenizar a variação do preço nos postos de combustíveis. O encontro, realizado de forma híbrida, discutirá também o piso salarial dos professores

De acordo com o coordenador do Fórum Nacional de Governadores e governador do Piauí, Wellington Dias (PT), a ideia é que o encontro tenha a participação de representantes do Congresso, da Petrobrás e dos municípios para haver uma pactuação. 

"A proposta do Governo Federal é construir uma alternativa que seja segura, o País tem que fazer dessa área do combustível uma prioridade para que não tenha impacto no social, no econômico e nem na inflação", afirma o petista. 

Dias defende ainda mais investimentos no refino do petróleo no Brasil. 

"A solução definitiva é o fundo de equalização, é ampliar refino no Brasil. O Brasil é produtor de petróleo, mas não faz a produção de óleo diesel na quantidade necessária. Estamos comprando de outros países. Por isso ficamos dependentes do preço internacional", aponta. 

"Ampliar refinarias tem que ser uma prioridade, além de garantir as condições de ter um fundo de equalização para que haja um controle em relação a um preço adequado, a partir de uma poupança que possa garantir uma compensação", conclui o governador. 

Queda de braço

A criação do fundo contraria o que é defendido pelo Governo Federal. Na última quinta-feira (27), o presidente Jair Bolsonaro (PL) descartou essa proposta. Ele defende que a alta nos preços dos combustíveis se deve ao valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado nos estados. 

Além de insistir na criação do fundo de equalização, os governadores também decidiram estender o congelamento do ICMS sobre os combustíveis como argumento de que não é a tarifa não é a responsável pela variação no preço. 

Outras pautas

Os governadores também pretendem debater o reajuste do piso salarial nacional dos profissionais da rede pública da educação básica. Na última quarta-feira (26), o presidente deu autorização para um reajuste de, aproximadamente, 33,24%. 

Governadores e prefeitos temem que esse aumento provoque uma desestabilização das contas públicas. Com o reajuste, o piso salarial de professores deverá ir de R$ 2.886 para cerca de R$ 3.845. O novo valor também vai contra a sugestão do Ministério da Economia, que havia aconselhado um aumento de 7,5%.

 



Você atingiu o limite de matérias gratuitas desse mês, adquira uma assinatura digital para desbloquear esta notícia e mais do melhor jornalismo local

Já é assinante? Entre com sua conta
Logo

Tenha acesso ilimitado ao maior portal de notícias do Nordeste

DN FREE

Crie uma conta gratuita e desbloqueie o conteúdo completo.
Gratuito
Acesse mais conteúdos de forma gratuita
Fique conectado às principais notícias e assuntos que movimentam o Nordeste
Explore conteúdos com credibilidade e mantenha-se sempre bem informado

DN MENSAL

Acesso ilimitado a todo conteúdo digital.
R$ 1200 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

App Diário do Nordeste
Diário do Nordeste: Assinatura Digital
Diário do Nordeste: Assinatura Física

DN ANUAL

60 dias gratuitos. Acesso ilimitado a todo conteúdo digital.
R$ 12000 /ano

Tudo do plano gratuito, e:

Diário do Nordeste: Assinatura Digital

Teste Cartão Rede

Teste Cartão
R$ 1000 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

Teste Limitação

Teste-teste
R$ 990 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

Diário do Nordeste: Assinatura Digital

Precisa de Ajuda?

Entre em contato com a nossa central de atendimento: