Ex-tesoureiro da APS é terceiro convidado a depor na CPI das Associações Militares

As questões da relatoria deverão girar em torno da movimentação financeira, incluindo um cheque de quase R$ 90 mil descontado "na boca do caixa" às vésperas do motim.

Matéria por  Felipe Azevedo
18 de Abril de 2022 - 11:10
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Na terceira semana de depoimentos, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Associações Militares espera ouvir, nesta terça-feira (19), às 14h30, um ex-tesoureiro da Associação dos Profissionais de Segurança (APS).

Rêmulo Silva já foi intimado pela comissão, e era o responsável pelas finanças da APS no período em que ocorreu o motim dos policiais militares, em 2020. De acordo com a investigação dos parlamentares, ele chegou a renunciar a tesouraria à época por divergências internas. 

Os deputados estaduais investigam, através do grupo de trabalho, qual a participação de associações militares na paralisação dos policiais há dois anos. 

O depoimento previsto para esta terça já havia sido proposto, votado a aprovado no âmbito da comissão, junto com os requerimentos de convite a diretores da associação.

As questões do relator deverão girar em torno da movimentação financeira, incluindo um cheque de quase R$ 90 mil descontado "na boca do caixa" às vésperas do motim. 

A condição dele é de testemunha convidada para depor. Caso não compareça, os deputados membros titulares poderão votar uma convocação que será discutida entre todos os membros titulares.

Depoimentos

Rêmulo é o terceiro depoente convidado na CPI. O primeiro depoimento ocorreu no dia 5 de abril, quando o presidente da APS, Cleyber Araújo, respondeu aos questionamentos dos parlamentares.

Cleyber foi indagado sobre ligações políticas da associação, saques de dinheiro em espécie e o uso de verbas da APS. O PM afirmou esperar que a presença na CPI pudesse servir para "sanar qualquer dúvida" e garantiu que não houve participação da APS na paralisação.

Cleyber Araújo foi convidado após requerimento do relator da CPI, Elmano Freitas (PT), e do Soldado Noélio (UB), único deputado da oposição na CPI. 

Sargento Reginauro

No dia 12 de abril, o segundo depoimento no âmbito da CPI foi do vereador de Fortaleza Sargento Reginauro (UB). Ele esteve à frente da APS por cinco anos, e renunciou à presidência em meio à paralisação dos policiais. 

A participação do parlamentar acabou tendo foco, em boa parte do tempo, em questões paralelas ao objetivo da CPI. Desde o início do depoimento, um dos assuntos que ganhou destaque foi o acesso a documentos reunidos pela CPI.

Ao final da sessão, parlamentares chegaram a alterar os ânimos diante da insistência da oposição em acusar a falta de acesso, apesar das afirmações do demais deputados de que o acesso é livre aos deputados da Casa.

Na sessão, o parlamentar da Capital afirmou que não apoiou o motim dos militares em 2020 e que as associações não financiaram o motim.



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