Eunício quer MDB compondo chapa ao Senado; Elmano e Camilo defendem diálogo ‘no momento certo’

Segundo presidente estadual do MDB, sigla tem feito movimentação em âmbito nacional para voltar a ter maior bancada no Senado

Escrito por Bruno Leite e Bergson Araujo Costa producaodiario@svm.com.br
05 de Julho de 2025 - 15:34
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O presidente estadual do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) no Ceará, o deputado federal Eunício Oliveira, afirmou, em entrevista ao PontoPoder, neste sábado (5), durante um evento no Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), em Fortaleza, que a prioridade da sua legenda em 2026 é disputar uma vaga no Senado Federal representando o estado.

O parlamentar pontuou que a sigla já tem espaço na majoritária estadual atualmente, uma vez que ocupa o posto de vice no Governo Elmano, mas que o intuito é compor a chapa governista na dividida por uma vaga de senador no pleito do próximo ano.

“O MDB não vai tomar o lugar de ninguém, o MDB tem uma posição na chapa majoritária, que foi construída lá atrás com o governador Elmano [de Freitas] e com o ministro Camilo, e depois com o prefeito de Fortaleza. Há uma definição do MDB nacional de preferência por senadores”, discorreu o político.

O cearense relembrou ainda o histórico do partido na ocupação das cadeiras do Parlamento, e ratificou que essa estratégia vem da direção nacional da sigla, para dar prioridade nos estados ao governador e ao senador, “objetivando que o MDB volte a ser majoritário no Senado”

Além disso, o deputado falou sobre as alianças que estão sendo feitas para viabilizar essa ação. “No estado do Ceará, por eu já ter ocupado essa cadeira de presidente do Senado, foi feita uma opção. Como aqui a gente tem uma aliança com o governador Elmano, com o ministro Camilo e com o prefeito Evandro, o partido optou por fazer essa negociação ocupando, na chapa majoritária, a posição da disputa pelo Senado”, explicou.

Eunício Oliveira disse que situação já foi conversada com líderes do PT Ceará
Legenda: Eunício Oliveira disse que situação já foi conversada com líderes do PT Ceará
Foto: Thiago Gadelha

Indagado sobre a possibilidade da legenda abrir mão da vice no Palácio da Abolição, ele definiu que não seria uma decisão isolada. “A questão não é Jade [vice-governadora do Ceará] ou Eunício. É uma posição partidária, em que o partido a nível nacional fez uma opção”, justificou o parlamentar.

De acordo com ele, o fato “está dialogado com o ministro Camilo, está dialogado com o governador Elmano, com o prefeito Evandro e com várias outras lideranças dos partidos”. “O MDB só quer uma vaga, ele já tem essa vaga na majoritária. A chapa que for montada terá o nosso apoio”, afirmou.

Decisão para 2026

Sobre a decisão de participação do MDB na briga pelo Senado Federal, o governador Elmano de Freitas (PT), também ao PontoPoder, afirmou que não há decisão alguma: “Está sendo discutido, mas só vamos ver isso em 2026”.

O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), também foi questionado sobre as afirmadas tratativas com o MDB. Assim como o governador, o chefe da pasta defendeu que o assunto seja discutido em outro momento.

“Vamos discutir no momento certo. Acho que cada partido tem o seu direito de reivindicar seu espaço. O MDB é um partido importante, tem sido um aliado nosso desde a minha eleição, da minha reeleição. Eunício já foi senador, um senador que trabalhou muito pelo Ceará, então nós vamos ter a oportunidade de definir. São duas vagas, nós vamos ter a oportunidade de definir isso no próximo ano”, ponderou Camilo.

Disputa interna acirrada

Entre os partidos que fazem parte do arco de alianças do Governo do Ceará, ao menos sete nomes são cotados para disputar as duas vagas disponíveis no Senado no ano que vem, além do próprio Eunício Oliveira.

Devido ao acirramento interno, lideranças do grupo político falam publicamente em deixar a decisão somente para o momento de formação das candidaturas.

A lista de pretensos candidatos inclui o senador Cid Gomes (PSB) — que disputaria a reeleição —, os deputados federais José Guimarães (PT), Júnior Mano (PSB) e Luizianne Lins (PT) e o ex-senador Chiquinho Feitosa (Republicanos).

Além disso, são cotados para a majoritária do Senado auxiliares do governador Elmano, a exemplo do secretário de Desenvolvimento Econômico do Ceará, Domingos Filho (PSD), e do chefe da Casa Civil, Chagas Vieira.



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