Em reunião com novo ministro, Lula pede ações contra fraudes em aposentadorias e pensões do INSS

Wolney Queiroz assume o cargo até então ocupado pelo correligionário Carlos Lupi, que pediu demissão da Pasta

Matéria por  Redação
03 de Maio de 2025 - 07:49
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Logo após o pedido de demissão do agora ex-ministro Carlos Lupi (PDT), na noite de sexta-feira (2), o presidente Lula (PT) se reuniu com o novo titular da Pasta, o ex-deputado Wolney Queiroz (PDT). No encontro, o presidente pediu a criação de mecanismos contra fraudes em aposentadorias e pensões do INSS, foco da crise que derrubou Lupi.

A conversa entre os dois ocorreu no Palácio do Planalto. Lula ainda pediu que o novo auxiliar encontre uma alternativa para reparar os aposentados e pensionistas lesados pelo esquema. 

Wolney acumula uma longa trajetória na política, já tendo exercido seis mandatos como deputado federal. Antes de assumir como ministro, ele era secretário-executivo da Pasta. 

O político assume o cargo em meio a um período turbulento da Previdência Social. No fim do mês passado, a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram uma operação para combater um esquema nacional de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões.

A fraude

O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, e cinco servidores foram afastados de suas funções. Ao todo, são cumpridos 211 mandados judiciais de busca e apreensão, ordens de sequestro de bens no valor de mais de R$ 1 bilhão e seis mandados de prisão temporária em 13 estados e no Distrito Federal.

Segundo a PF, as investigações apontam a existência de irregularidades relacionadas aos descontos de mensalidades associativas aplicados sobre os benefícios previdenciários, principalmente aposentadorias e pensões, concedidos pelo INSS.

Conforme a investigação, as entidades cobraram valor estimado de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas, no período entre 2019 e 2024.

Ainda conforme a Polícia Federal, os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa, passiva, violação de sigilo funcional, falsificação de documento, organização criminosa e lavagem de capitais.

O escândalo também provocou a demissão do ministro Carlos Lupi. "Entrego, na tarde desta sexta-feira, a função de ministro da Previdência Social ao presidente Lula, a quem agradeço pela confiança e pela oportunidade", escreveu o gestor no Instagram.

O pedetista reforçou que deixa o Ministério mesmo sem ter sido citado nas investigações.

Faço questão de destacar que todas as apurações foram apoiadas, desde o início, por todas as áreas da Previdência, por mim e pelos órgãos de controle do governo Lula. Espero que as investigações sigam seu curso natural, identifiquem os responsáveis e punam, com rigor, aqueles que usaram suas funções para prejudicar o povo trabalhador", publicou.



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