Em meio a processo judicial de desfiliação, Evandro Leitão permanece no PDT

Ao contrário do que informou a assessoria, o político ainda não está desfiliado

Matéria por  Alessandra Castro, Igor Cavalcante
09 de Novembro de 2023 - 18:27
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O presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), Evandro Leitão, que está em processo judicial de desfiliação do PDT, permanece no partido. A informação anterior sobre a saída do parlamentar, repassada anteriormente pela própria assessoria ao Diário do Nordeste, foi corrigida pela assessoria do parlamentar.

Há mais de dois meses Evandro tenta deixar a sigla. No último dia 25 de agosto, o político recebeu uma carta de anuência do diretório estadual do Ceará. Contudo, a decisão foi questionada pela Executiva Nacional do PDT, que pontuou na Justiça a autorização para desfiliação do presidente da Alece.

Já no último dia 30 de outubro, o parlamentar conquistou uma vitória. O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) autorizou a desfiliação de Evandro Leitão do PDT. A decisão foi unânime entre os magistrados que compõem a Corte. Com a decisão, ele mantém o mandato como deputado estadual.

“Perseguição”

Em justificativa enviada à Justiça Eleitoral, Evandro Leitão disse que sofreu “grave discriminação política e perseguição pessoal” por parte dos dirigentes do PDT-CE nas eleições do ano passado.

Conforme o presidente da Alece, a perseguição ocorreu na “total ausência de repasses financeiros pelo Diretório Estadual do PDT para a campanha” de Evandro Leitão, mesmo com ele sendo um dos quadros do partido com maior potencial de voto, tanto que foi o segundo parlamentar estadual mais bem votado nas urnas em 2022.

De fato, conforme dados públicos da Justiça Eleitoral, Evandro não recebeu recursos do PDT no ano passado. 

“De todos os 38 candidatos a deputado estadual do PDT, o único que realizou campanha eleitoral e foi preterido por seu partido, ou seja, não recebeu nenhum recurso financeiro do PDT-CE, oriundo do FEFC, foi o requerente, Evandro Leitão. Trata-se de atitude injustificada, que denota a perseguição pessoal por parte dos dirigentes que estavam na cúpula do PDT, à época das eleições de 2022”, aponta a defesa do deputado estadual na ação enviada ao TRE-CE.



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