Em evento do PL, Michelle Bolsonaro defende fim da cota de gênero, mas recua nas redes sociais

O mecanismo destina 30% das candidaturas e verbas eleitorais dos partidos para as mulheres filiadas

Matéria por  Redação
06 de Maio de 2023 - 21:00
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Presidente nacional do PL Mulher, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro defendeu o fim da cota de gênero na política. A declaração foi dada neste sábado (6), em evento de posse da deputada federal Rosana Valle como presidente do PL Mulher de São Paulo (estado).

O mecanismo que é rejeitado por Michelle destina 30% das candidaturas e verbas eleitorais dos partidos para as mulheres filiadas. 

“Visando identificar novas lideranças, nós queremos, presidente Valdemar (Costa Neto), erradicar a cota dos 30%. Nós queremos a mulher na política pelo seu potencial”, afirmou na ocasião.

A posição, contudo, mudou poucas horas após o evento, e Michelle usou as redes sociais para reverter a fala.

"Retificando, eu sou a favor da cota sim. Nós queremos mulheres na política pelo seu potencial, pelo seu protagonismo, nós não queremos apenas cumprir uma cota de 30%. Nós acreditamos no potencial de cada mulher que entra na política brasileira", disse, pelos Stories do Instagram.

Michelle foi às redes sociais para reverter posição.
Legenda: Michelle foi às redes sociais para reverter posição.
Foto: Reprodução/Instagram

Desconforto

A fala de Michelle no evento causou desconforto em algumas figuras presentes, entre elas, a própria Rosana Valle. Ao jornal Metrópoles, ela disse não poderia comentar porque não ouviu o que a correligionária disse no momento, mesmo estando próxima a ela na ocasião.

Depois, indicou que a sua postura é de defesa das candidaturas femininas.

“Na minha função, como deputada, eu estou empenhada em fortalecer candidaturas femininas. E sei que o PL também tem esse objetivo, de colocar cada vez mais mulheres na política. É isso que estou fazendo”, disse.

Ela, inclusive, afirmou ser importante o uso da cota de gênero com esse objetivo, mas aproximou-se da versão de Michelle posteriormente.

“O ideal seria que não tivesse (cota), mas como ainda somos poucas (mulheres), temos pouca representatividade na política, então, é uma questão para ser discutida. Preciso pensar sobre esse tema para emitir minha opinião depois”, disse.

 



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