Elmano avalia quebrar cláusula de barreira em concursos e aumentar cadastros de reserva no Ceará

A intenção do governador é ampliar o número de aprovados da PM, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil para a próxima fase dos concursos.

Matéria por  Luana Barros
15 de Dezembro de 2025 - 11:35
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O governador Elmano de Freias (PT) disse que busca uma "solução jurídica" para quebrar a cláusula de barreira nos concursos para a Polícia Militar do Ceará, para o Corpo de Bombeiros e para a Polícia Civil. A quebra permitirá um maior número de aprovados para as próximas fases dos certames. 

Em entrevista na Live PontoPoder, nesta segunda-feira (15), o governador disse que a quebra na cláusula de barreira "interessa ao povo cearense", mas que quer evitar uma "guerra na Justiça" entre quem já foi aprovado, conforme o que está previsto no edital dos concursos, e os 'novos aprovados', que irão avançar a partir da mudança nas regras. 

Agora, a regra prevê que 2 mil avançariam para as próximas fases do certame. "Só que mais de 2 mil pessoas passaram na primeira prova, então eles querem que, em vez de 2 mil, seja 3 mil ou 4 mil", explicou. 

"Eu preciso dizer aos concursados que eu tenho que fazer isso sem gerar 'guerra na Justiça', porque a pessoa para quem eu vou quebrar a cláusula de barreira, pode tirar uma nota melhor do que aquela que já tinha passado".
Elmano de Freitas
Governador

O aumento, portanto, deve acontecer "sem tirar a vaga de quem já tinha sido aprovado na 1ª etapa".

Indagado sobre o prazo para concretizar a quebra da cláusula de barreira, ele disse que a Procuradoria Geral do Estado está realizando um estudo exatamente para saber o "prazo que temos que implementar essa decisão para não gerar guerra na Justiça". 

'Quero chegar a 6 mil contratados'

O governador reforçou que quer chegar ao final do mandato, em 2026, com 6 mil profissionais de segurança contratados — até agora foram 3,5 mil. O concurso em andamento prevê a contratação de 500 policiais civis e 500 bombeiros, além de 1 mil policiais militares

Elmano disse, no entanto, que "se pudesse" chamaria 1 mil policiais civis e 3 mil PMs. "Por que eu estou dizendo 'se eu pudesse'? Depende do caixa, depende da receita do Estado", explicou. 

"Tem um desafio grande, mas tenho que fazer isso com responsabilidade fiscal, garantindo as contas do governo em dia, garantindo a capacidade de investimento, porque nós temos que contratar policial, mas eu preciso fazer o hospital, a escola, a estrada e garantir fazer a vaga no presídio. É um conjunto de demanda que a gente vai equilibrando".
Elmano de Freitas
Governador do Ceará

O petista disse que a quebra da cláusula de barreira é importante também para aumentar o cadastro reserva e, caso seja possível, aumentar o número de contratações sem a necessidade de um novo concurso. "Tenho que reconhecer que o maior desafio nosso é a segurança pública, então ela é máxima prioridade na hora da decisão de fazer o investimento", acrescentou.



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