Ministro Lewandowski manda PGR analisar uso eleitoral do 7 de setembro por Bolsonaro

Notícia-crime foi apresentada ao STF pelo deputado federal Israel Batista, de coligação que apoia a candidatura do ex-presidente Lula

Matéria por  Diário do Nordeste/Estadão Conteúdo
09 de Setembro de 2022 - 20:37
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O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR), nesta sexta-feira (9), uma notícia-crime contra o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, por uso político-eleitoral dos desfiles cívico-militares de 7 de Setembro, quando foi comemorado o Bicentenário da Independência.

Bolsonaro é acusado de praticar os crimes de prevaricação e peculato — quando funcionários públicos se apropriam de bens do Estado em benefício próprio.

A notícia-crime foi apresentada ao STF pelo deputado federal Israel Batista (PSB-DF). O partido do parlamentar integra a Coligação Brasil de Esperança, que apoia a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da SIlva (PT) à Presidência.

Batista acusou Bolsonaro de se beneficiar de "odioso maniqueísmo eleitoreiro" durante as celebrações do Bicentenário da Independência para "desenvolver atividade político-partidária, com envolvimento direto de seus asseclas e partidários''.

Denúncia

Além do uso político-eleitoral das celebrações cívico-militares, o parlamentar acusa o presidente de usar verba pública para "engrossar o coro da multidão de apoiadores".

O deputado pede que, após a análise da PGR, a notícia-crime seja encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, para que Bolsonaro passe a ser investigado no inquérito das milícias digitais. Batista também cobrou que uma nova investigação do presidente seja aberta para avaliar suas denúncias em relação ao 7 de Setembro.

Apuração do caso

Ao enviar os autos para o procurador-geral da República, Augusto Aras, o ministro Lewandowski determinou que sejam informadas eventuais diligências ou apurações preliminares que venham a ser adotadas pelo Ministério Público Federal (MPF) para apurar o caso.

Aras tem sido criticado por instaurar investigações preliminares de acesso restrito à PGR, que impedem o acompanhamento dos casos por autoridades e cidadãos comuns. Lewandowski cobrou que quaisquer medidas adotadas pelo procurador-geral sejam comunicadas ao STF.

Aras tem sido criticado por instaurar investigações preliminares de acesso restrito à PGR, que impedem o acompanhamento dos casos por autoridades e cidadãos comuns. Lewandowski, por isso, cobrou que quaisquer medidas adotadas pelo procurador-geral sejam comunicadas ao STF.



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