Fábio Faria diz que citar inserções de rádio foi 'erro gravíssimo' da campanha

Ministro ainda afirmou que não concordava com a tese do adiamento da eleição

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
28 de Outubro de 2022 - 17:51
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Fábio Faria, ministro das Comunicações do presidente Jair Bolsonaro (PL), disse a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que a campanha do candidato à reeleição cometeu um "erro gravíssimo" ao pedir o adiamento das eleições por causa do caso das inserções de rádio. As informações são da colunista Andréia Sadi, do g1.

A equipe de Bolsonaro alegou que rádios do Norte e do Nordeste deixaram de veicular a propaganda eleitoral do candidato e estariam priorizando inserções de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na segunda-feira (24), Faria anunciou uma denúncia ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o caso.

No entanto, o ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE, negou o pedido de investigação, afirmando que os documentos apresentados pela campanha são inconsistentes.

Arrependimento

Nesta sexta-feira (28), o ministro das Comunicações disse à coluna que, ao perceber que o caso estava sendo usado pela oposição para "se escalarem no tumulto", procurou ministros do STF para afirmar que se arrependia de ter participado da entrevista em que anunciou a ação, e que não concordava com a tese do adiamento da eleição. “Eu só entro para mediar conflito. Quando escala, estou fora”.

Faria ainda afirmou ter alertado o PL que o próprio partido tem a responsabilidade de fiscalizar as inserções eleitorais nos veículos de comunicação.

Repercussão negativa na campanha de Bolsonaro

Após declarar arrependimento, Fábio Faria foi criticado por apoiadores da campanha de Bolsonaro. Além disso, três integrantes do governo fizeram críticas ao ministro das Comunicações, conforme informações do jornal O Globo. O ministro chegou a ser chamado de “vira-casaca”. 

O coordenador da campanha do atual presidente, Fábio Wajngarten, que participou da entrevista com Faria sobre as supostas inserções na rádio, disse que “a campanha de Bolsonaro jamais cogitou pedir adiamento da eleição”.

Ele ainda acrescentou que “não há arrependimento em relação às denúncias apresentadas ou no que diz respeito ao pedido de recomposição das inserções”. 

 



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