'Divergindo do projeto, não tem condições de ser vice-líder', diz Sarto sobre Léo Couto

O vereador deixou o posto na Câmara Municipal devido à sua posição contrária à proposta que institui a taxa do lixo

Matéria por  Ingrid Campos, Alessandra Castro
17 de Dezembro de 2022 - 07:30
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Divergente até entre a base do prefeito José Sarto (PDT) na Câmara Municipal de Fortaleza (CMFOR), o projeto de lei ordinária que cria uma taxa do lixo na cidade segue rendendo atritos públicos para o Executivo. O próprio gestor comentou, nessa sexta-feira (16), sobre a crise que levou à saída do vereador Léo Couto (PSB) da sua vice-liderança na Casa devido à posição em relação ao texto.

O desfecho foi anunciado pelo próprio parlamentar na tribuna da Câmara. "Eu não vou ceder à pressão de quem quer que seja. (...) Eu acho completamente sem sentido permanecer na vice-liderança desse governo, então, nesse momento, entrego a vice-liderança do prefeito Sarto porque vejo que não tem o mínimo clima de permanecer", anunciou Couto, na sessão de quinta-feira (15).

Segundo o prefeito, contudo, a decisão já havia sido tomada anteriormente pela gestão. "Na verdade, a gente fez a destituição antes porque vice-líder de um governo é para defender a tese do governo com todas as dificuldades. Eu sei que é uma matéria extremamente socializante, é uma taxa obrigatória por lei, que a gente vai taxar quem mais pode pagar. Então, divergindo do projeto, não tem condições de ser vice-líder", disse Sarto na sexta, após reunião na sede do PDT Ceará com o governador eleito Elmano de Freitas (PT).

De acordo com o colunista Inácio Aguiar, o pedetista havia decidido, naquela manhã, mandar ofício à Câmara Municipal solicitando a modificação na vice-liderança, mas o vereador foi mais rápido. 

Desgaste

O atrito entre Léo Couto e Sarto não é novo e se intensificou nas negociações sobre a eleição da nova Mesa Diretora do Legislativo Municipal. Enquanto o prefeito investia no nome do líder do governo na Casa, Gardel Rolim (PDT), o então vice-líder também lançava-se na disputa, apoiado por Camilo Santana (PDT). Este rompeu com o PDT ainda no período de pré-campanha em processo motivado pela ala da qual Sarto é mais ligado no partido, aprofundando a crise entre as legendas.

Contudo, Leo decidiu se retirar da eleição na Casa, abrindo espaço para a escolha de Gardel ao posto de presidente.

O desgaste na relação com Sarto começou antes disso, contudo, quando o vereador do PSB decidiu fazer campanha para Elmano no pleito ao Governo do Estado. 



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