Deputado bolsonarista poderá ser cassado por divulgar fake news sobre urnas eletrônicas

Sem apresentar provas, Fernando Francischini (PSL) afirmou que os equipamentos foram adulterados nas eleições de 2018

Matéria por  Redação
20 de Outubro de 2021 - 08:04
capa da noticia

Com três votos favoráveis e uma divergência, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu, nessa terça-feira (19), que o deputado estadual do Paraná, Fernando Francischini (PSL-PR) poderá ter o mandato cassado por divulgar fake news sobre as urnas eletrônicas durante as eleições de 2018.

Francischini  passou a ser investigado depois de ter apontado, sem provas, que as urnas eletrônicas do último pleito foram adulteradas com o objetivo de barrar a eleição de Jair Bolsonaro à presidência. O Tribunal Regional do Paraná analisou os equipamentos e não constatou fraudes. 

O parlamentar foi absolvido no TRE do Paraná, mas o caso passou a ser apreciado pela Justiça Eleitoral a pedido do Ministério Público. No entanto, a Corte suspendeu o julgamento após o ministro Carlos Holrbach pedir vistas do processo. 

Argumentos

O relator do caso, ministro Luís Felipe Salomão, considerou que o repasse de informações falsas sobre o sistema eleitoral configura uso indevido dos meios de comunicação e abuso de poder político. 

Salomão votou pela cassação do mandato de Francischini, tornando o inelegível por oito anos e com efeito imediato da decisão. Ele justificou que as declarações do deputado são "absolutamente falsas" e "manipuladoras".

"O candidato que promove ataques descabidos ao sistema eletrônico de votação e à democracia, como no caso, utilizando-se do seu poder político ou sendo beneficiário da conduta de terceiros, pode vir a ser apenado pela Justiça Eleitoral", afirmou o ministro.

Abuso de poder

Acompanhando o voto do relator, o ministro Mauro Campbell ponderou que a imunidade parlamentar de Francischini não o livra de "tamanha agressão ao processo eleitoral". "A prática está mais do que configurada", apontou.

O ministro Sérgio Banhos também entendeu que houve "abuso do poder político e do uso dos meios de comunicação" nos ataques do parlamentar. 

Único ministro a divergir, Carlos Horbach disse que, "em princípio", não percebeu "gravidade a ensejar cassação de mandato parlamentar". Ele pediu mais tempo para se debruçar sobre o caso.

 

 



Você atingiu o limite de matérias gratuitas desse mês, adquira uma assinatura digital para desbloquear esta notícia e mais do melhor jornalismo local

Já é assinante? Entre com sua conta
Logo

Tenha acesso ilimitado ao maior portal de notícias do Nordeste

DN FREE

Crie uma conta gratuita e desbloqueie o conteúdo completo.
Gratuito
Acesse mais conteúdos de forma gratuita
Fique conectado às principais notícias e assuntos que movimentam o Nordeste
Explore conteúdos com credibilidade e mantenha-se sempre bem informado

DN MENSAL

Acesso ilimitado a todo conteúdo digital.
R$ 1200 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

App Diário do Nordeste
Diário do Nordeste: Assinatura Digital
Diário do Nordeste: Assinatura Física

DN ANUAL

60 dias gratuitos. Acesso ilimitado a todo conteúdo digital.
R$ 12000 /ano

Tudo do plano gratuito, e:

Diário do Nordeste: Assinatura Digital

Teste Cartão Rede

Teste Cartão
R$ 1000 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

Teste Limitação

Teste-teste
R$ 990 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

Diário do Nordeste: Assinatura Digital

Precisa de Ajuda?

Entre em contato com a nossa central de atendimento: