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Defesa de Bolsonaro entra com recurso no STF para reverter prisão domiciliar decretada por Moraes

Os advogados sustentam, no recurso apresentado ao Supremo, que Bolsonaro não descumpriu a medida cautelar

Escrito por Redação e Agência Brasil
06 de Agosto de 2025 - 23:18
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Legenda: Além de avaliar o caso individualmente, o recurso também poderá ser julgado pela Primeira Turma da Corte
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A defesa de Jair Bolsonaro recorreu, nesta quarta-feira (6), da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que decretou a prisão domiciliar do ex-presidente, na segunda-feira (6).

Os advogados sustentam, no recurso apresentado ao Supremo, que Bolsonaro não descumpriu a medida cautelar que o proíbe de usar as redes sociais, incluindo perfis de terceiros.

A medida cautelar foi estabelecida no mês passado, quando Moraes também determinou que Bolsonaro fosse monitorado por tornozeleira eletrônica.

O recurso será analisado pelo próprio ministro. Além de avaliar o caso individualmente, o recurso também poderá ser julgado pela Primeira Turma da Corte, formada pelos ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, além de Moraes.

ALEGAÇÕES DA DEFESA

De acordo com a defesa, o ex-presidente não pode ser punido por ter saudado seus apoiadores por meio de perfis de outras pessoas.

“O ex-presidente não foi proibido de dar entrevistas ou de se manifestar, e como já alertado, não detém controle sobre terceiros que possam repercutir o conteúdo decorrente sem a sua participação direta ou indireta. Trata-se de verdadeiro desdobramento incontrolável, alheio à sua vontade ou ingerência”, afirmou a defesa.

Os advogados do ex-presidente também defenderam que o recurso seja julgado pela Primeira Turma da Corte.

“Justamente por não se tratar de medida automática, é indispensável a validação pela Turma, em estrito atendimento à previsão do RISTF [regimento interno], não sendo suficiente argumentar que a decisão original já previa a possibilidade de prisão em caso de violação das cautelares”, completou a defesa.

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