De saída do PDT, Evandro Leitão volta a falar sobre filiação ao PT: 'Não adianta só um lado querer'

Presidente da Assembleia disse que a mudança só deve ser definida após decisão final da Justiça Eleitoral

Matéria por  Luana Barros, Alessandra Castro
21 de Novembro de 2023 - 12:08
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O presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Evandro Leitão, voltou a falar sobre o rumo partidário que deve tomar, após decisão de sair do PDT. Cotado para embarcar no PT, o deputado disse ser um partido que o "atrai bastante". 

"O PT é um partido que me atrai bastante pelas suas bandeiras ideológicas, pela sua forma de pensar e, para mim, seria um motivo de muito orgulho, caso o Partido dos Trabalhadores, se um dia nos aceitar", destacou Evandro.

No entanto, ele disse ainda estar em um processo de avaliação quanto ao partido em que irá se filiar, porque acredita que ainda deve enfrentar um recurso do PDT quanto a sua desfiliação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).  

No final de outubro, o Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) autorizou, por unanimidade, a desfiliação de Evandro Leitão. O PDT ajuizou embargos de declaração, que ainda devem ser julgados. "É muito óbvio para mim de que o PDT deverá recorrer para o Tribunal Superior", aponta Evandro Leitão.

Ele disse que, apenas após a decisão judicial, irá pensar em "quais passos iremos tomar". 

Evandro Leitão já foi convidado pelo governador Elmano de Freitas (PT) e pelo ministro da Educação Camilo Santana (PT) para integrar as fileiras do PT, partido pelo qual também é cotado, entre aliados, para ser pré-candidato à Prefeitura de Fortaleza.

Contudo, apesar dos elogios à sigla, Evandro Leitão disse que o assunto ainda será discutido. "É um partido que me atrai, (...) mas as pessoas também têm que querer. Não adianta só um lado querer. Vamos discutir, vamos conversar", disse. 

Indagado sobre se seguirá o mesmo rumo partidário do senador Cid Gomes, que também está de saída do PDT e recebeu convites para o PT, ele disse que considera o ex-governador uma "referência política", mas não confirmou que eles voltarão a ser correligionários. 

"Obviamente que temos o ex-governador Cid como referência política, mas estamos pensando, estamos dialogando com os nossos líderes e também com nossas lideranças para que possamos tomar um caminho, um rumo", disse. 



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