Crise entre PT e PDT deve render reunião de presidentes e fim da aliança pode voltar à pauta no Ceará

Embora o diretório estadual do PT tenha escolhido manter a aliança, relações seguem estremecidas

Matéria por  Luana Severo, Felipe Azevedo
05 de Maio de 2022 - 12:47
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Embora o PT Ceará seja, ainda, favorável à manutenção da aliança com o PDT no Estado, uma nova rodada de conversas entre os líderes nacionais das legendas deve acontecer até o fim deste mês para definir as relações partidárias nas próximas eleições. A informação sobre o encontro entre Gleisi Hoffmann, presidente do PT, e Carlos Lupi, presidente do PDT, foi passada pelo deputado estadual Acrísio Sena (PT), que esteve na reunião do PT da quarta-feira (4) para tratar da crise recente entre os grupos .

"O partido tem uma resolução do seu diretório estadual de manutenção da unidade entre PT e PDT. Essa é a tese que ainda vigora. Mas nós temos um encontro do partido, superior à reunião do diretório, para, inclusive, avaliar essa resolução e, se for necessário, atualizá-la", declarou o petista na manhã desta quinta-feira (5), em entrevista concedida na Assembleia Legislativa (AL-CE). 

O diálogo entre Hoffmann e Lupi foi pressionado pelos recentes ataques de Ciro Gomes (PDT) ao PT Ceará. No dia 28 de maio, deve acontecer o Encontro Estadual de Tática Eleitoral do partido, e a manutenção da aliança pode voltar à pauta. 

Na última terça-feira (3), o presidenciável pedetista fez investidas diretas contra a deputada federal Luizianne Lins (PT) e falou sobre existir um “lado corrupto do PT” no Estado.

“É bom que todo mundo saiba, se o interesse do Ceará estiver acima, se for com negócio de conchavo, de picaretagem, eu topo enfrentar o PT também”, disse Ciro em entrevista ao Jornal Jangadeiro.

Aliança estremecida


As desavenças entre o PT e o PDT no Ceará, que compõem a base governista, foram agravadas pela indefinição da chapa que deve concorrer à sucessão do Governo. 

No dia 25 de abril, num encontro entre Izolda Cela (PDT) e os deputados estaduais e federais do Estado, a bancada petista manifestou publicamente sua preferência ao nome da governadora como pré-candidata à sucessão.

A postura dos aliados irritou uma ala dos pedetistas, como o vereador e vice-presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Adail Júnior (PDT), que, nas redes sociais, chegou a insinuar que Izolda, sua correligionária, teria “sangue petista”.

Em tom chateado, Acrísio Sena afirmou que quem propôs a metodologia de pré-candidaturas para análise, também, da base aliada, foi o senador Cid Gomes (PDT). "Nós queremos que o nome saia a partir do diálogo com a base. Se o próprio coordenador do processo lançou a ideia de diálogo com os aliados, é legítimo que os aliados se posicionem e o PT se posicionou. (...) Construir uma tática eleitoral no Estado leva tempo, tem que ter paciência e maturidade", alfinetou o deputado. 



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