COP30 termina sem consenso sobre uso de combustíveis fósseis

Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva avaliou que houve avanço, mas que foi modesto.

Matéria por  Redação
22 de Novembro de 2025 - 20:42
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A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (Cop30) terminou na noite deste sábado (22), sem consenso sobre a permanência do uso de combustíveis fósseis no mundo.

Segundo a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, que foi aplaudida de pé por quase dois minutos, houve algum progresso na conferência, mas foi modesto

"Mesmo que aquelas versões de nós mesmos nos dissessem que não fomos tão longe quanto imaginávamos, seria necessário reconhecer que há algo fundamental: ainda estamos aqui. E sigamos persistindo no compromisso de empreender a jornada necessária para superar nossas diferenças e contradições no urgente enfrentamento da mudança do clima", discursou a gestora.

Nesta edição do encontro mundial, o Brasil fechou um acordo climático de compromisso que aumenta o financiamento para as nações pobres que lidam com o aquecimento global, mas que suprime qualquer menção aos combustíveis fósseis que justamente impulsionam a emissão de CO2.

"Em que pese ainda não ter sido possível o consenso para que esse fundamental chamado entrasse entre as decisões dessa COP, tenho certeza de que o apoio que recebeu de muitas partes da sociedade fortalece o compromisso da atual presidência", continuou Marina.

Avanços nas discussões climáticas

Um dos principais avanços da COP30 citados pela ministra diz respeito ao papel dos povos indígenas, de comunidades tradicionais e de afrodescendentes na preservação do meio ambiente.

Ela também destacou o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, "mecanismo inovador que valoriza aqueles que conservam e mantêm as florestas tropicais".

Outro avanço foi o compromisso dos países desenvolvidos de triplicar o financiamento do Mutirão Global até 2035.

Estudo sobre energia

No encerramento da conferência, o presidente brasileiro da COP30, André Corrêa Lago, adiantou que o grupo terá quase um ano para estudar uma forma de reduzir o uso dos combustíveis fósseis, como petróleo, carvão e gás.

"Nós vamos juntar a maior inteligência possível sobre energia fóssil e, de certa forma, organizar essa informação através de reuniões, seminários, estudos que permitam que, num período curto, de 11 meses e meio de presidência brasileira, fazer um documento muito substantivo, equilibrado, imparcial, que coloque os dados, porque você tem que ter uma nova forma de olhar para a economia", garantiu ele.



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