Ciro Gomes declara ser 'soldado do partido' e deixa em aberto sua missão no PSDB em 2026

Ex-ministro alegou que se “refugia” em declaração do ex-senador Tasso Jereissati, líder tucano no Ceará.

Matéria por  Bruno Leite, Beatriz Matos
06 de Novembro de 2025 - 10:42
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O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) ainda não fala publicamente sobre qual será sua tarefa na sigla tucana, pouco menos de um mês da sua filiação, que contou com o apoio de lideranças locais no Ceará e o silêncio de líderes nacionais.

Nesta quarta-feira (5), durante coletiva de imprensa realizada no ato que formalizou a chegada do ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, ao União Brasil, em Brasília, o político se disse “soldado do partido”, deixando em aberto se poderá ser lançado para uma “missão” com abrangência estadual ou ao nível nacional em 2026.

A princípio, de acordo com ele, não faz parte dos seus planos participar de uma eleição como candidato. “Agora, sei que tenho uma responsabilidade a cumprir. Mesmo nesse passo de saída, eu tenho uma responsabilidade a cumprir. Por quê? Porque tem gente que acredita em mim”, ponderou.

Segundo Ciro, há um quantitativo de pessoas que acredita no seu potencial para “ganhar a eleição” no Ceará. “E tem gente no Brasil, num certo momento foi 14%, no outro momento mais crítico e sofrido para mim foi 3%”, complementou, mencionando resultados recentes de pleitos em que concorreu ao Palácio do Planalto.

Fala de Tasso como 'refúgio'

A chegada do ex-pedetista ao PSDB foi marcada pelo apoio do ex-senador Tasso Jereissati — líder tradicional do tucanato — e o endosso de figuras de oposição no Estado, como integrantes do PL e do União Brasil.

Entretanto, entre os quadros do novo partido, membros do diretório nacional fizeram apenas manifestações protocolares sobre o novo correligionário e não marcaram presença em agendas públicas com ele. 

Ainda sobre o futuro político, o ex-gestor disse que está se “refugiando na declaração do Tasso Jereissati” — que no seu evento de filiação, além de abonar a ficha de Ciro Gomes, atribuiu a ele “duas missões”, a de “ajudar a reconstruir” o PSDB no Brasil e de reconstituir uma alegada “cultura de alegria” no Ceará.

“Quando eu acabo de dizer que eu não pretendo ser candidato a mais nada, o Tasso dizia assim: 'mas é soldado do partido'. Sou soldado do partido”, discorreu. E, ao ser indagado sobre a amplitude da tarefa designada, ele pontuou: “Soldado é soldado”.

Apesar disso, ainda na coletiva, Ciro indicou que ele e seus aliados estão “passionalmente preocupados” com o cenário cearense. “É onde temos andado mais”, salientou aos jornalistas.

Conforme explanou, sua ida para o PSDB e a de Roberto Cláudio para o União “guardam coerência” com o esforço de “criar uma grande frente”, em detrimento das diferenças, “para salvar o Ceará do desastre”. 



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