Carlos Lupi pede demissão e deixa Ministério da Previdência após escândalo de fraude no INSS

A decisão foi comunicada nas redes sociais do gestor

Matéria por  Redação
02 de Maio de 2025 - 18:24
capa da noticia

O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT), pediu demissão do Governo nesta sexta-feira (2), dias após uma investigação conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU) revelar um esquema de fraudes e desvios de dinheiro de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

"Entrego, na tarde desta sexta-feira, a função de ministro da Previdência Social ao presidente Lula, a quem agradeço pela confiança e pela oportunidade", escreveu o gestor no Instagram.

Ele afirmou que tomou a decisão sem que seu nome tivesse sido citado nas investigações.

Faço questão de destacar que todas as apurações foram apoiadas, desde o início, por todas as áreas da Previdência, por mim e pelos órgãos de controle do governo Lula. Espero que as investigações sigam seu curso natural, identifiquem os responsáveis e punam, com rigor, aqueles que usaram suas funções para prejudicar o povo trabalhador".
Carlos Lupi
Ex-ministro da Previdência Social

Licenciado do Partido Democrático Trabalhista (PDT), do qual era presidente, Lupi estava no governo Lula desde o início. Ele deixou o cargo poucos dias após o presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, ser demitido do ministério.

Em pronunciamento pelo Dia do Trabalhador, nessa quinta-feira (1º), o presidente Lula afirmou determinou que a população afetada pelas fraudes seja ressarcida. "Determinei à Advocacia-Geral da União que as associações que praticaram cobranças ilegais sejam processadas e obrigadas a ressarcir as pessoas que foram lesadas", disse.

Reportagem veiculada pelo Jornal Nacional na semana passada revelou que Lupi, agora ex-ministro, foi alertado sobre o aumento de descontos não autorizados em aposentadorias, mas levou quase um ano para tomar providências.

Entenda a fraude

Uma operação da PF e da CGU constatou que associações que oferecem serviços a aposentados cadastravam pessoas sem autorização e com assinaturas fraudulentas para descontar mensalidades dos benefícios pagos pelo INSS.

O esquema teria sido iniciado em 2019, na gestão de Jair Bolsonaro (PL), e teria prosseguido no atual governo. O prejuízo aos aposentados é estimado em R$ 6,3 bilhões.



Você atingiu o limite de matérias gratuitas desse mês, adquira uma assinatura digital para desbloquear esta notícia e mais do melhor jornalismo local

Já é assinante? Entre com sua conta
Logo

Tenha acesso ilimitado ao maior portal de notícias do Nordeste

DN FREE

Crie uma conta gratuita e desbloqueie o conteúdo completo.
Gratuito
Acesse mais conteúdos de forma gratuita
Fique conectado às principais notícias e assuntos que movimentam o Nordeste
Explore conteúdos com credibilidade e mantenha-se sempre bem informado

DN MENSAL

Acesso ilimitado a todo conteúdo digital.
R$ 1200 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

App Diário do Nordeste
Diário do Nordeste: Assinatura Digital
Diário do Nordeste: Assinatura Física

DN ANUAL

60 dias gratuitos. Acesso ilimitado a todo conteúdo digital.
R$ 12000 /ano

Tudo do plano gratuito, e:

Diário do Nordeste: Assinatura Digital

Teste Cartão Rede

Teste Cartão
R$ 1000 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

Teste Limitação

Teste-teste
R$ 990 /mês

Tudo do plano gratuito, e:

Diário do Nordeste: Assinatura Digital

Precisa de Ajuda?

Entre em contato com a nossa central de atendimento: