Capitão Wagner diz que Ciro quer 'forçar barra' para PT lançar candidato no Ceará

Declaração do pré-candidato ao Governo pelo União Brasil foi feita após ataques de Ciro ao PT, partido da base aliada

Matéria por  Luana Severo, Felipe Azevedo
04 de Maio de 2022 - 12:16
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Um dia depois de Ciro Gomes (PDT) dizer que há "um lado corrupto do PT" no Ceará, instigando um racha na aliança entre os partidos da base governista, Capitão Wagner (União Brasil), pré-candidato ao Governo do Estado, afirmou que o pedetista quer "forçar barra" para que o Partido dos Trabalhadores (PT) lance candidatura própria.

"Há um receio de que a eleição seja decidida no primeiro turno. Isso é uma 'forçação de barra' para que o PT lance candidato e a gente tenha segundo turno, como houve a 'forçação de barra' na eleição (municipal) de 2020, quando foram lançados candidatos que eram da base do governo municipal", declarou o deputado federal em entrevista concedida na Câmara Municipal de Fortaleza, na manhã desta quarta-feira (4).

Questionado, também, sobre como o possível rompimento entre PDT e PT afeta sua candidatura ao Governo, Wagner disse que ainda não dá para saber se as repercussões "desses conflitos internos" serão positivas ou negativas.

Ele descarta a possibilidade de receber apoio do PT, especialmente da deputada federal Luizianne Lins (PT), que foi mencionada diretamente nos ataques de Ciro.

"A conjuntura inviabiliza completamente qualquer apoio da Luizianne à nossa candidatura. Ela é de um partido que ideologicamente pensa diferente da gente. Acho que não há qualquer possibilidade de apoio formal, seja num primeiro turno ou segundo turno", comentou.

Wagner aproveitou ainda para atacar o adversário político, que é pré-candidato à Presidência do Brasil. "Acho que ele (Ciro) tinha que focar na eleição dele para presidente, mas, diante da impossibilidade de viabilizar a candidatura, está focando no projeto do Ceará", atacou o deputado federal licenciado.

Suplentes tomam posse


Capitão Wagner compareceu, nesta quarta (4), à cerimônia de posse de três suplentes de vereadores na Câmara Municipal de Fortaleza.

Adams Gomes (União Brasil), Nega do Henrique Jorge (Cidadania) e Daniel Borges (Avante) substituem, respectivamente, os vereadores Cláudia Gomes (PSDB), Julierme Sena (Pros) e Kátia Rodrigues (Cidadania), que solicitaram licença parlamentar "por interesse particular".

Além de Wagner, estiveram presentes os deputados estaduais Tin Gomes (PDT), pai de Adams Gomes; Augusta Brito (PT), ligada à Nega do Henrique Jorge; e os ex-deputados Ely Aguiar, Ferreira Aragão e Tadeu Oliveira.

O ex-ministro Ciro Gomes foi procurado após a repercussão de suas declarações, mas não respondeu.



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