Camilo Santana propõe solução para municípios conseguirem pagar reajustes aos professores

MInistro já começou a se reunir com entidades do setor, e propõe um diálogo para construir “soluções consensuais”.

Matéria por  Felipe Azevedo, Flávia Rabelo
15 de Março de 2023 - 06:00
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Em um cenário onde os prefeitos demonstram dificuldades em repassar o reajuste salarial aos professores da rede municipal, o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), propôs coordenar um grupo de trabalho para traçar uma estratégia “sustentável” para garantir o repasse. 

“Estou propondo uma vez que a Frente Nacional de Prefeitos e a Federação Nacional de Prefeitos argumentam que os municípios não conseguem acompanhar os aumentos no piso do magistério”, justificou o ministro.

Camilo disse que já começou a se reunir com entidades do setor, e que propõe um diálogo para construir “soluções consensuais”. 

“Já conversei com deputados que representam a Educação no Congresso, também no Senado, conversei com o presidente da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) e também com a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação”, ponderou. 

O ministro disse ainda que há um consenso de que é necessário, para garantir que os municípios possam repassar o reajuste salarial aos professores, “sentar e discutir uma fórmula que dê sustentabilidade, garantia e segurança em relação a esse percentual de reajuste do piso do magistério. Que tanto valoriza os professores, mas que também garanta a tranquilidade de reajuste”. 

Reajuste

Em um de seus primeiros atos à frente da pasta, Camilo assinou uma portaria autorizando o aumento de 14,95% no piso do magistério. 

O ato é protocolar, já que o percentual de reajuste é calculado automaticamente com base no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Ainda assim, a portaria gerou reação de prefeitos. A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) chegou a orientar que os mandatários não cumpram a portaria.

O reajuste do piso está relacionado ao crescimento do valor anual mínimo por aluno referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano, definido nacionalmente pelo Fundeb. Neste ano, o aumento foi de cerca de 15%, mesmo valor de atualização do piso.



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