Câmara aprova texto-base para votar projeto de desoneração da folha de pagamentos

Deputada Any Ortiz estabeleceu redução escalonada na contribuição previdenciária dos municípios, com alíquotas que variam de 8% a 18%

Matéria por  Diário do Nordeste/Estadão Conteúdo
30 de Agosto de 2023 - 21:29
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A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (30), o projeto de lei que prorroga a desoneração da folha de pagamento para 17 setores da economia que mais empregam no país. A relatora do PL, deputada Any Ortiz (Cidadania-RS), estabeleceu redução escalonada na contribuição previdenciária dos municípios, com alíquotas que variam de 8% a 18%. A decisão vai vigorar até o dia 31 de dezembro de 2027. 

O placar foi de 430 votos a favor contra 17 contra. A proposta, já aprovada no Senado, deve voltar para nova análise dos senadores, pois os deputados alteraram o conteúdo.

"Estou propondo que a vigência da desoneração dos municípios seja fixada também em 31 de dezembro de 2027, por uma questão de coerência com a proposta de prorrogação da desoneração e também em respeito ao mandamento usualmente previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que exige cláusula de vigência de, no máximo, cinco anos nas proposições legislativas que concedam, renovem ou ampliem benefícios tributários", diz o relatório.

A emenda inicial, sugerida pelo líder do União Brasil, Elmar Nascimento (União-BA), não estabelecia um prazo de vigência para o benefício.

Na proposta apresentada pela relatora, os municípios devem contribuir conforme os seguintes percentuais:

  • 8%, para municípios entre os 20% com menor PIB per capita;
  • 10,5%, para municípios entre os 20% e os 40% com menor PIB per capita;
  • 13%, para municípios entre os 40% e os 60% com menor PIB per capita;
  • 15,5%, para municípios entre os 60% e os 80% com menor PIB per capita;
  • 18%, para municípios entre os 20% com maior PIB per capita.

O impacto calculado pela Confederação Nacional de Municípios é de R$ 7,2 bilhões anuais.

A medida foi baseada em um projeto de lei de 2021, apresentado pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), que estabelece a criação de um "Simples Municipal" e alíquotas progressivas de contribuição previdenciária dos municípios. O "Simples" substituiria a alíquota da contribuição patronal por uma outra alíquota, que dependerá do PIB per capita municipal.



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