Bolsonaro guardou joias recebidas no mandato em fazenda de Nelson Piquet, diz jornal

Local, conhecido como "Fazenda Piquet', fica no Lago Sul, uma região nobre de Brasília

Matéria por  Redação
28 de Março de 2023 - 16:08
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) guardou joias recebidas durante seu mandato na fazenda do ex-piloto de Fórmula 1 Nelson Piquet, de acordo com apuração do Estadão. Dezenas de caixas com itens como as joias de diamantes foram armazenados na propriedade.

O local, conhecido como "Fazenda Piquet', fica no Lago Sul, uma região nobre de Brasília. A primeira data do envio das garagens privativas do Palácio do Planalto e também do Palácio da Alvorada para a fazenda foi 7 de dezembro. 

À época, Bolsonaro organizava sua saída do governo após derrota nas eleições presidenciais. No entanto, o carregamento atrasou e só chegou à propriedade de Piquet no dia 20 de dezembro, às 9h. 

Conforme o Estadão, os itens de maior valor foram os escolhidos para ficar na casa de Piquet. A reportagem procurou o ex-piloto para questionar as motivações por trás do "favor" a Bolsonaro, mas não obteve resposta. 

Piquet é um dos grandes cabos eleitorais de Bolsonaro e participou de atos golpistas em 2022. Ele chegou a doar R$ 501 mil à campanha do ex-candidato à reeleição. 

Polêmica das joias 

O ex-presidente Jair Bolsonaro levou um terceiro pacote de joias dadas pelo regime da Arábia Saudita quando deixou o mandato, no fim de 2022. O jornal Estadão revelou nesta terça-feira (28) que o estojo inclui um relógio da marca Rolex, de ouro branco, cravejado de diamantes.

A nova denúncia se soma às demais tentativas de Bolsonaro de ficar com joias recebidas do regime árabe. Como revelou o Estadão, em outubro de 2021, a comitiva do governo Bolsonaro tentou entrar ilegalmente no Brasil com presentes dos sauditas, sem fazer a devida de declaração dos bens.

Uma caixa de presentes, já estimada em cerca de R$ 1 milhão, passou pela alfândega sem ser declarada pela comitiva liderada pelo então ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque.

Um segundo conjunto de joias de diamantes, porém, que já chegou a ser estimado em cerca de R$ 16,5 milhões, acabou retido na alfândega, após os auditores da Receita Federal suspeitarem dos membros da comitiva. Estas joias, segundo Albuquerque, seriam presentes para a então primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Ela negou ter conhecimento sobre os itens.

 

 


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