PF indicia Jair e Eduardo Bolsonaro por ações realizadas nos EUA contra autoridades brasileiras

As investigações que apuraram as ações de coação no curso da Ação Penal n° 2668, em trâmite no Supremo Tribunal Federal (STF)

Matéria por  Bergson Araujo Costa
20 de Agosto de 2025 - 19:29
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A Polícia Federal (PF) indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), por coação na ação penal do golpe.

As investigações que apuraram as ações de coação no curso da Ação Penal n° 2668, em trâmite no Supremo Tribunal Federal (STF), foram concluídas e divulgadas pela PF, na noite desta quarta-feira (20).

O relatório final foi encaminhado ao STF, na sexta-feira (15), com o indiciamento de Bolsonaro e seu filho, pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito por meio da restrição ao exercício dos poderes constitucionais.

O documento compartilhado pela Polícia Federal possui 35 páginas e tem como relator o ministro Alexandre de Moraes.

RELATÓRIO

O relatório final, apresentado pela Coordenação De Investigações e Operações de Contrainteligência da Polícia Federal, possui 170 páginas que trazem os detalhes dos fatos investigados. O Inquérito foi instaurado no dia 18 de julho e concluído no dia 15 de agosto.

O documento cita diálogos entre o ex-presidente e as seguintes pessoas: Eduardo Bolsonaro, seu filho, que está nos EUA; Silas Malafaia, que foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal no Rio de Janeiro; e entre o advogado Martin De Luca.

PLANOS DE FUGA DE BOLSONARO

O relatório da PF aponta ainda que durante a análise do material apreendido, foi identificado um arquivo de texto, com última modificação em 12.02.2024, cujo conteúdo revela que Bolsonaro praticou atos para obter asilo político na Argentina.

“Embora se trate de um único documento em formato editável, sem data e assinatura, seu teor revela que o réu, desde a deflagração da operação Tempus Veritatis, planejou atos para fugir do país, com o objetivo de impedir a aplicação de lei penal”, informa o documento.

SILAS MALAFAIA

Citado nos documentos e alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal no Rio de Janeiro, Silas Malafaia sofreu uma série de medidas cautelares impostas por determinação do ministro Alexandre de Moraes.

São elas:

  • Proibição de manter contato com os demais investigados Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, inclusive através de advogados;
  • Proibição de se ausentar do País, com determinação para entrega de todos os passaportes (nacionais e estrangeiros) no prazo de 24 (vinte e quatro) horas.


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