Após sete dias presa em Israel, Luizianne Lins chega ao Brasil nesta quinta (9)

Deputada federal desembarcará no aeroporto de Guarulhos com outros brasileiros

Matéria por  Bergson Araujo Costa
08 de Outubro de 2025 - 19:20
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A deputada federal Luizianne Lins (PT) e os demais tripulantes da Flotilha Global Sumud, que ficaram por sete dias detidos na prisão de Ketziot, no deserto de Negev, após o barco Grande Blu ser interceptado pelas forças de Israel, na última quarta-feira (1º), devem desembarcar no Brasil nesta quinta-feira (9), no aeroporto de Guarulhos, São Paulo, às 10h40.

A data e horário do retorno para Fortaleza serão divulgados assim que definidos, segundo a assessoria de comunicação da parlamentar. Detidos ilegalmente em águas internacionais, a deputada e mais 12 brasileiras e brasileiros foram deportados para a Jordânia pelo Governo de Israel na última terça-feira (7). Ela retorna com a delegação brasileira e fará coletiva de imprensa no aeroporto de Guarulhos.

Segundo a assessoria da parlamentar, Luizianne Lins estava em missão oficial da Câmara como observadora internacional na flotilha humanitária que levava alimentação, fórmulas infantis e medicamentos ao povo palestino.

'CONDIÇÕES DEGRADANTES' NA PRISÃO

Na última segunda-feira (6), a assessoria da parlamentar afirmou que a deputada relatou que ela e outros detidos enfrentaram "condições degradantes, uso de violência psicológica e falta de tratamento médico adequado".

Segundo a comunicação da cearense, durante visita consular do Governo brasileiro, nesta segunda, à prisão de Ketziot, os participantes detidos ilegalmente denunciaram a situação do ambiente.

“Alguns, inclusive Luizianne, só receberam medicamentos após pressão diplomática. Também relataram que audiências judiciais foram realizadas sem representação legal”, diz a nota.

De acordo com os advogados responsáveis pelo acompanhamento jurídico, já havia ordem judicial de deportação para todos os participantes, e nada impedia a partida imediata de todos os brasileiros detidos ilegalmente em Israel. 

“Nos últimos dias, houve deportações de grupos de participantes da ação humanitária. Até o momento foram deportados cerca de 300 participantes. Seguimos exigindo a libertação imediata da deputada federal Luizianne Lins e de todos os brasileiros e brasileiras detidos ilegalmente”, expressa ainda trecho do comunicado.

FALTA DE ÁGUA E COMIDA

Na última sexta-feira (3), a assessoria da parlamentar informou que os tripulantes que estavam em missão humanitária à Gaza ficaram o primeiro dia de detenção sem água e comida.

“Apesar de estarem todos e todas em condições gerais de saúde estáveis, segundo os relatos, no primeiro dia em que foram sequestrados, interrogados e presos, o Governo de Israel não lhes ofereceu comida e água”, afirmava o comunicado.

As atualizações sobre o estado dos tripulantes chegaram após a deputada receber a primeira visita de diplomatas da Embaixada do Brasil em Israel.



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