Após crise do Pix, Lula diz a ministros para não subirem portaria sem permissão

Declaração pública aconteceu durante a primeira reunião ministerial, convocada para esta segunda-feira (20)

Matéria por  Redação
20 de Janeiro de 2025 - 15:29
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma exigência aos ministro para que todas as portarias significativas de secretarias do governo passem pelo crivo da Casa Civil, chefiada pelo ministro Rui Costa (PT). A declaração, pública, foi feita durante a primeira reunião ministerial de 2025, realizada nesta segunda-feira (20), na Granja do Torto, em Brasília.

A fala do petista aconteceu uma semana após a polêmica envolvendo mudanças no Pix. O assunto gerou uma onda de desinformação e é encarado por membros do governo como o pior acontecimento nos dois anos de mandato de Lula. O recuo, oficializado pelo Palácio do Planalto por meio de uma medida provisória, é considerado como uma "tentativa irrisória de estancar a sangria".

"Daqui para frente, nenhum ministro vai poder fazer portaria que depois crie confusão para nós, sem que essa portaria passe pela Presidência da República, pela Casa Civil. Muitas vezes a gente pensa que não é nada, mas alguém faz uma portaria, faz um negócio qualquer, daqui a pouco arrebenta e vem cair na Presidência da República", disse o chefe do Executivo.

A crise causada pegou o presidente da República de surpresa. A portaria em questão, que aumentava a fiscalização na modalidade de pagamento e transferências instantâneas, foi publicada em outubro de 2024, mas só passou a valer em janeiro, quando opositores aproveitaram a situação para disparar informações falsas. 

O ocorrido causou críticas internas e ligou o alerta do grupo político para 2026. Segundo a publicação, a avaliação de aliados é que o governo subestimou a reação e não soube como reagir. Inicialmente, o esforço foi de tentar desmentir as informações falsas, mas interlocutores consideram que o governo perdeu o timing.

Ainda na reunião, Lula demonstrou estar preocupado com a inflação. O aumento constante do preço dos alimentos e dos combustíveis é um ponto de preocupação do mandatário e deverá ser o principal foco da equipe econômica ao longo dos dois anos finais do mandato atual.

"Se a gente trabalhou com 'União e Reconstrução' [slogan do mandato], agora é reconstrução, união e comida barata na mesa do trabalhador, porque alimentos estão caros na mesa do trabalhador", reforçou Lula ao se dirigir para os seus auxiliares.



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