André Fernandes propõe 'vale-creche' e complexo neurossensorial para crianças autistas

Candidato do Partido Liberal à Prefeitura de Fortaleza participou de sabatina no CETV 1ª edição, na TV Verdes Mares

Matéria por  Bruno Leite
26 de Setembro de 2024 - 14:22
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Candidato do Partido Liberal à Prefeitura de Fortaleza, André Fernandes falou das suas propostas no âmbito da infância, frisando que pretende ampliar oferta de vagas em creches mediante parcerias com a iniciativa privada. Durante entrevista, na série de sabatinas da TV Verdes Mares, no telejornal CETV 1ª Edição, nesta quinta-feira (26), o político prometeu ainda criar um grande complexo neurossensorial para o atendimento de crianças autistas — que seria o maior do tipo em toda a América Latina. 

“Ao invés de eu pegar um valor multimilionário para construir uma nova sede — e talvez, se o terreno ainda não for próprio, comprar o terreno, desapropriar, construir uma nova sede — para depois colocar 60, 80, 100 crianças para serem matriculadas naquela creche, você pega todo esse valor, que é um orçamento que já está constando lá dentro do dos R$ 13 bilhões que nós temos aqui em Fortaleza, você pega esse valor de construções, de obras e tudo mais, e paga a iniciativa privada, o que a gente chama de vale-creche”, sugeriu. 

De acordo com o prefeiturável, esse tipo de iniciativa possibilitará que nenhuma criança fique de fora do Ensino Infantil. “A mãezinha vai poder matricular o seu filho numa creche particular, com a prefeitura pagando todo esse valor. Ele já está orçado dentro do Orçamento de Fortaleza”, frisou. 

Na mesma entrevista, André Fernandes detalhou o projeto da Casa do Autista, uma das suas promessas de campanha. Segundo ele, em um ano o centro de referência no tratamento de pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) já estaria em pleno funcionamento. 

“Vou criar o maior complexo neurossensorial da América Latina aqui em Fortaleza. Em 1 ano estará pronto para atendimento”, destacou o candidato do PL, mencionando o exemplo de um equipamento semelhante, localizado em Balneário Camboriú (SC). 

André Fernandes foi o 4º candidato à Prefeitura de Fortaleza a participar de série de entrevistas no CETV 1ª edição
Legenda: André Fernandes foi o 4º candidato à Prefeitura de Fortaleza a participar de série de entrevistas no CETV 1ª edição
Foto: Davi Rocha

Iniciativa privada na saúde

O postulante também falou de parcerias com a iniciativa privada para viabilizar a redução na fila de espera para atendimentos em saúde. Pelo que explicou, a proposta consiste em utilizar o horário ocioso de profissionais lotados em unidades de saúde particulares para que pacientes da rede pública possam ser consultados ou sejam submetidos a procedimentos. A contratação seria realizada pela gestão municipal por um valor abaixo da média.

“Dentro do nosso plano de governo, com o Programa Saúde Toda Hora, fazendo convênio com clínicas populares, ao invés de gastar milhões de reais com novas grandes estruturas — para construir posto de saúde e clínicas —, simplesmente você pega esse valor, paga a iniciativa privada e o povo vai ser atendido gratuitamente”, disse. 

Para a operacionalização do modelo proposto, pontuou Fernandes, será necessário fazer um levantamento prévio da demanda reprimida que há atualmente no sistema de saúde mantido pela Prefeitura de Fortaleza.

Juventude e Segurança Pública

André Fernandes também falou da formulação de políticas que atuariam como uma saída para a vulnerabilidade social de jovens e auxiliariam na Segurança Pública, evitando a entrada desse público na criminalidade.

A criação de ilhas tecnológicas e centros de inovação para o empreendedorismo — voltados para a inserção da juventude nesse circuito — seria uma das estratégias tocadas por ele em um eventual mandato. “Combater o crime também é dar alternativa para nossa juventude. Não tem como chegar lá e dizer que ele é criminoso sem que dar alternativa, uma oportunidade”, continuou.

Questionado sobre a medida que propõe para utilização da Guarda Municipal como uma força ostensiva, o entrevistado alegou que deseja, além de equipar o efetivo e convocar profissionais concursados, dar treinamentos especializados para alguns dos agentes — que atuariam como replicadores para o restante do quadro. 

“Ela vai fazer exatamente o que a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 995 diz, que é dever da Guarda Municipal agir na segurança pública, inclusive para fazer uma busca pessoal de uma arma ilegal ou uma droga”, argumentou, ao tratar sobre a legalidade da sua proposta.



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