'Ajudei a fundar essas duas personalidades', diz Ciro Gomes sobre Cid e Camilo

O pedetista disse que a situação política no Estado caminha para se comparar ao período da ditadura militar

Matéria por  Igor Cavalcante, Bruno Leite
20 de Março de 2024 - 16:25
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Minutos antes de se reunir com aliados em Fortaleza, nesta quarta-feira (20), o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) fez críticas direcionadas a antigos aliados, entre eles o senador Cid Gomes (PSB), seu irmão, e o ministro da Educação, Camilo Santana (PT). O pedetista encontrou o prefeito de Fortaleza, José Sarto (PDT), e integrantes da base municipal, mas dedicou parte da entrevista à imprensa para criticar as forças governistas estaduais — a quem Ciro passou a fazer oposição desde 2022 após 15 anos como aliado.

O ex-ministro disse que tem mantido conversas constantes com o ex-senador Tasso Jereissati (PSDB) sobre “o que está acontecendo com o Ceará”. O tucano foi um dos principais fiadores da eleição de Ciro ao Governo do Ceará em 1991 para sucedê-lo. Na avaliação de Ciro, o trabalho que ele e Tasso fizeram naquela época está sendo “desmontado” e “destruído”. 

“Eu fico tomando notícias porque eu deleguei ao Cid e ao Camilo, porque eu ajudei a fundar esses dois, essas duas personalidades, eu tenho segurança que fiz pensando no bem do Ceará, não quis para mim, nunca fui candidato outra vez e tal, eu criei a vida desses dois e eu nunca pensei que aquilo que eu estava fazendo fosse resultar nisso”
Ciro Gomes (PDT)
Ex-ministro

O pedetista disse que a situação política no Estado caminha para se comparar ao período da ditadura militar.

“Há um esforço quase sistemático de construir uma certa ditadura no Ceará que nem os coronéis tentaram, porque pelo menos entre eles eram três, e a divergência entre Virgílio (Távora), Adauto (Bezerra) e César (Carls) acabava permitindo determinar... Mas, ainda assim, o acordo que fizeram fez muito mal ao Ceará”, comparou.

Na entrevista, Ciro voltou a criticar a criação de novas secretarias pelo governador Elmano de Freitas e reforçou a acusação de que há corrupção na realização de obras públicas no Estado.

“Diz que me processaram (por falar isso), eu estou aguardando até hoje, não tem esse processo porque eu sei onde é que está a roubalheira”, concluiu.



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