Quatro grandes questões que devem mexer com a economia em 2021

Fim do auxílio e inflação estão entre os pontos de destaque a serem observados

Matéria por  Victor Ximenes
28 de Dezembro de 2020 - 08:00
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Depois de um ano terrível, pautado quase inteiramente pela pandemia, há perspectivas de retomada econômica e recuperação do emprego em 2021. Mas isso vai depender de como algumas questões de grande impacto se desenrolarão. São elas:

Fim do auxílio emergencial

O que começou como um plano de emergência para garantir a subsistência de trabalhadores informais em meio a uma situação extraordinária acabou tornando-se um fenômeno socioeconômico colossal. O benefício melhorou a renda de milhões de lares e foi essencial para acelerar a retomada da economia.

Com o fim do calendário de pagamentos no dia 29 de dezembro e sem perspectivas de prorrogação, é preocupante a ruptura de renda que atingirá dezenas de milhões de pessoas. O governo federal deve atentar para a situação fiscal, claro, mas a forma abrupta como encerra o auxílio, com o País ainda no meio da pandemia, cria um horizonte nebuloso na economia.

O que será de indústria e comércio neste início de ano sem a irrigação proporcionada pelo benefício? Um freio no consumo é esperado.

Vem, vacina

O próprio ministro Paulo Guedes já falou: para a plena recuperação econômica, a vacinação contra a Covid-19 será imprescindível. A imunização dará segurança sanitária para que o ritmo produtivo volte ao normal.

O Brasil já está atrasado em relação a outras nações e, seguindo com rigor os ritos científicos, precisa executar o plano de vacinação com agilidade e eficiência. Há pressa, muita pressa quando o objetivo é salvar vidas. O ganho econômico surge como consequência direta e natural.

Inflação e a dor no bolso

Se o comportamento dos preços se mantiver arredio, teremos um problema espinhoso. A alta nos alimentos, em especial, tem sido bastante dolorosa para o consumidor.

O provável, conforme economistas, é que a inflação comece a ceder com o fim do auxílio emergencial e o arrefecimento do dólar. Vale observar.

Reforma tributária sai do papel?

Será que a reforma tributária sai em 2021? E se sair, vai ser uma reforminha capenga ou um projeto que realmente atacará problemas estruturais longevos?

Provável que fique na primeira opção. Falta disposição tanto no Congresso como por parte do Planalto em levar adiante um texto suficientemente sólido para modernizar os processos tributários e tornar a mastodôntica carga de impostos menos agressiva a empresas e pessoas físicas.



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