Número de investidores do Nordeste no Tesouro Direto dobra em 5 anos

Entre as macrorregiões do País, o Nordeste apresentou o maior crescimento proporcional neste tipo de investimento

Escrito por Victor Ximenes victor.ximenes@svm.com.br
17 de Novembro de 2025 - 07:00
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O Tesouro Direto vem atraindo cada vez mais os nordestinos. Em cinco anos, o número de investidores do Nordeste com recursos nessa modalidade mais que dobrou.

Em 2021, eram 214 mil nordestinos com títulos do Tesouro. Esse grupo cresceu para 448 mil pessoas físicas em 2025, uma alta expressiva de 109%. Os dados foram repassados a esta Coluna pela B3.

Entre as macrorregiões do País, o Nordeste apresentou o maior crescimento proporcional neste tipo de investimento. A B3 não fornece recortes por estado.

Do total de investidores nordestinos, cerca de 53 mil investem no RendA+ e 21 mil investem no Educa+. Veja abaixo a evolução ano a ano:

  • 2021: 214,4 mil
  • 2022: 255,8 mil
  • 2023: 315,1 mil
  • 2024: 417,9 mil
  • 2025: 448,8 mil

O que é o Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um programa do governo federal criado em 2002 para permitir que pessoas físicas invistam em títulos públicos de forma simples e acessível, via internet. Os títulos disponíveis são emitidos pelo Tesouro Nacional e funcionam como uma forma de o governo captar recursos para financiar a dívida pública e projetos de infraestrutura e serviços.

Qualquer pessoa pode começar a investir com valores a partir de cerca de R$ 30, e os títulos oferecem diferentes tipos de rentabilidade: prefixada, atrelada à inflação (IPCA) ou à taxa Selic. Os títulos têm prazos variados e liquidez diária, com possibilidade de venda antecipada ao Tesouro.

RendA+ e Educa+: como funciona

Entre os títulos do Tesouro Direto, dois têm finalidades específicas e vêm ganhando adesão no Nordeste: o Tesouro RendA+ e o Tesouro Educa+.

O RendA+ é voltado para a formação de uma aposentadoria complementar. O investidor escolhe uma data futura de início dos pagamentos mensais (como se fosse a "aposentadoria") e faz aportes até lá. A partir do período escolhido, o título paga uma renda mensal fixa, corrigida pela inflação, durante 20 anos.

Já o Educa+ tem como objetivo o financiamento da educação de filhos, netos ou dependentes. Funciona de forma semelhante ao RendA+: o investidor define a data de início da renda — geralmente, quando o beneficiário entra no ensino superior — e recebe pagamentos mensais por cinco anos, também com correção inflacionária.

Ambos os títulos têm isenção de come-cotas (tributação semestral comum em fundos) e seguem a tabela regressiva do Imposto de Renda, o que favorece investimentos de longo prazo.



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