Análise: Ceará se consolida na corrida do hidrogênio verde
Com enorme potencial nas energias renováveis, Estado pode virar polo mundial de hidrogênio
Num intervalo de menos de 24 horas o Ceará assinou dois memorandos de investimentos que somam US$ 13 bilhões no setor de hidrogênio verde, considerado por especialistas o futuro indutor da economia local.
Estes acordos, firmados com a Qair Brasil e a Fortescue, se anexam ao primeiro grande empreendimento anunciado no início do ano, a usina da australiana Enegix.
Ao todo, tem-se a projeção de pelo menos US$ 18 bilhões em aportes apenas considerando estes três megaempreendimentos.
Na dianteira da concorrência
Isto coloca o Ceará na dianteira de um mercado rico e ainda pouco explorado, o qual provavelmente se tornará mais competitivo ao longo dos próximos anos, considerando não só outras unidades da Federação que devem ingressar nesta rubrica, como também atores internacionais.
O que se testemunha agora é, provavelmente, a gênese de um novo ciclo econômico para o Ceará, ancorado na enorme capacidade de produção de energia limpa.
Ainda levará tempo até que os primeiros reflexos concretos comecem a ser sentidos, mas o horizonte que se configura é animador.
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