Premonição, não profecia na vitória tricolor sobre o Flamengo
Leia a coluna de Tom Barros
Estou impressionado com o que chamam de premonição. Não sei a razão pela qual senti que o Fortaleza poderia ganhar do Flamengo. E deixei isso documentado na coluna publicada, sábado, pela manhã, no Diário do Nordeste. O título da coluna: “Esperança e Fé em campo”.
Quem quiser pode conferir no jornal de sábado. Citei claramente que o Flamengo era o favorito, o melhor e tudo mais. Mas também deixei claro que o Fortaleza não estava morto. Antes do jogo, o médico Chico Lopes me ligou. Eu disse: “Chico, estou com um pressentimento de que o Fortaleza vai ganhar”.
O Fortaleza ganhou. Como previ no texto de sábado, Davi, com uma pedra e uma funda, derrotou o gigante Golias. Confirmou-se a velha história: no futebol, tudo é possível. O mais fraco derruba o mais forte. O vice-lanterna derrota o vice-líder. Premonição é coisa rara. Uma intuição que, de repente, vem e vai.
Esta vitória fortaleceu a esperança e a fé dos tricolores. Como citei, vale um mínimo de crença que seja. E muito de brio, de dedicação, de luta. Disso, aliás, como ficou provado, o Leão entende muito bem.
Profetizar
Não sou um profeta. Ser profeta é falar em nome de uma divindade. Também não tenho o dom de prever o futuro. Apenas contesto a emissão da certidão de óbito, quando o paciente ainda está vivo na UTI. Está errado quem quer colocar a carroça na frente dos bois.
Difícil
Ainda está muito difícil a caminhada tricolor. Terá de ralar sobremaneira para superar todos os obstáculos. Mas a vitória sobre o Flamengo mostrou que é possível, sim, conquistar novos espaços. Sábado próximo tem Vojvoda do outro lado. Será na Vila. O Fortaleza tem ou não condições de ganhar? Alguém duvida?
23 segundos
Bola no centro do gramado. Bola na rede do Ceará. Um piscar de olhos. E, neste piscar de olhos, a agonia. De nada adiantou o Vozão entrar no jogo. De nada adiantou o Vozão criar melhores chances, máxime com Pedro Raul e Vina, duas vezes cada. Voltou para casa de mãos vazias.
Erros
Sofrer um gol aos 23 segundos de jogo é um castigo. O Ceará sofreu. Atordoado, passou algum tempo para entrar no jogo. O gol, aos 23 segundos, ficou como um punhal cravado nas costas do Vozão. O Ceará reagiu. Poderia ter alcançado a vitória, de virada. Mas os erros de finalização continuam.
Outro resultado
Em Minas Gerais, o Ceará mereceu um resultado melhor. Mas, de que adianta merecer sem concretizar? Os 23 segundos de agonia valeram o jogo todo. O Vozão parecia cochilar. O “delay” tem provocado estragos irreparáveis. Desperta, Ceará! Tem que ser vitória, sábado próximo, no Castelão, diante do Fluminense.
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